“Cheguei como um rei, agora saio como uma lenda”: O adeus majestoso de Ibrahimovic no PSG

O sueco deixa o Parc des Princes com sua grandeza suprema depois de quatro temporadas

O futuro de Zlatan Ibrahimovic, que até os últimos dias era incerto, nesta sexta se tornou parcialmente definido. Com contrato válido até junho deste ano, o sueco anunciou que não ficará no Paris Saint-Germain na próxima temporada. Apesar do time francês já estar com a taça da Ligue 1 em mãos, é de se esperar que a partida de amanhã, contra o Nantes, no Parc des Princes, seja triunfal. Muito por causa de Ibra. Será um jogo para o atacante poder mostrar uma síntese de tudo o que fez pelo clube durante essas quatro temporadas, com toda sua majestosidade, no melhor estilo Zlatan. É uma pena que a ideia de trocar a Torre Eiffel por uma estátua de Ibrahimovic, proposta feita pelo próprio, em tom lúdico, não tenha vingado. Mas talvez seja hora de respirar novos ares. Ou, quem sabe, voltar a respirar antigos.

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Quando aterrissou em Paris, em 2012, Ibra vinha de uma excelente temporada no Milan, na qual ficou à beira de levar o time rossonero a conquistar o bicampeonato italiano. Com Ancelotti no comando técnico, os parisienses finalmente venceram a Ligue 1 depois de ficarem quase cinco anos sem levantar uma taça e uma década sem vencer a principal competição francesa. E Zlatan foi imprescindível para a conquista desse campeonato. O sueco anotou 30 gols e terminou o torneio no topo da artilharia geral. Nessa época, o PSG ainda era um time em construção. O clube havia sido comprado há pouco menos de um ano, estavam formando uma equipe para ser competitiva na Europa. Mas, mesmo assim, conseguiram chegar até as quartas de final da Champions League. Mais uma vez, com uma grande parcela de ajuda de Ibrahimovic.

Em sua segunda temporada na equipe de Paris, em 2013/14, o atacante colaborou para que o PSG levasse o bicampeonato francês. Porém, pelo segundo ano consecutivo, não foi capaz o suficiente para ajudar o time a passar das quartas de final da Champions League. No entanto, foi nessa temporada que ele teve seu melhor desempenho na competição em toda sua carreira, marcando dez gols em oito jogos, só perdendo para Cristiano Ronaldo na artilharia. A campanha de 2014/15 foi basicamente um espelho da anterior para o clube francês: foram campeões franceses pela terceira vez consecutiva e eliminados da Champions antes de chegarem à semifinal. Exceto para Zlatan. O sueco marcou 19 gols na Ligue 1 e acabou ficando em terceiro entre os goleadores do campeonato. Hoje, o atacante ocupa o topo da artilharia do Campeonato Francês, com 36 gols na temporada. E dali ele só sai se não marcar contra o Nantes e Lacazette, do Lyon, balançar as redes mais de 15 vezes na última rodada. Qual a chance disso acontecer?

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Para dizer que está indo embora do Paris Saint-Germain, Zlatan fez o uso de uma de suas redes sociais. “Cheguei como um rei, agora saio como uma lenda”, postou, sem muita modéstia, no Twitter. Ibra pode até não ter se eternizado tanto quanto poderia, já que não pôde sentir o gosto de ser campeão da Champions League, como muitos insistem em usar como argumento. Mas, uma coisa é certa: é incontestável que dentro do PSG e para o PSG, ele é, sim, uma lenda. Sem dúvidas, o sueco tomou o posto como maior ídolo do clube. Ele foi a figura que acompanhou todo o processo de evolução do clube francês. Mais do que isso, foi a peça chave dele.

Ibra viveu os dias mais imponentes de sua carreira, em números e conquistas, no Parc des Princes. Protagonizou a, até o momento, melhor parte da história do PSG. Ao todo, são 152 gols em 178 aparições com a camisa parisiense, maior artilheiro do clube. Mesmo perdendo o ritmo (o que, por uma questão de idade, é normal), continua fazendo gol a rodo e dando o seu melhor. E o mais impressionante de tudo é que independentemente dos seus 34 anos, ele deve continuar se doando da mesma forma aonde quer que ele for.