Por melhor que seja, o trio formado por Salah, Mané e Firmino esteve no ataque titular do Liverpool em mais oportunidades do que Jürgen Klopp idealmente desejaria. Sem qualidade suficiente no banco para rodar mais seu setor ofensivo, exauriu suas principais opções em diferentes momentos das últimas temporadas. Agora, o trio recebe o tão esperado respiro com o anúncio da contratação de Diogo Jota.

O português foi revelado como novo reforço dos Reds neste sábado (19). Depois de duas temporadas de destaque pelo Wolverhampton na Premier League, Jota se junta ao time de Merseyside em transferência de £ 41 milhões, segundo o jornal inglês Guardian, com um contrato de cinco anos.

Se quisesse dar descanso a um de seus atacantes, até agora Jürgen Klopp se virava para seu banco de reservas e via Xherdan Shaqiri e Divock Origi. O belga, em especial, já mostrou ter estrela, marcando gols importantes, por exemplo, na campanha do título da Champions League, em 2019. Ainda assim, nenhum dos dois jamais esteve perto de manter o nível dos titulares Salah, Mané e Firmino, o que por vezes forçou Klopp a ignorar as pernas cansadas de seus comandados para buscar resultados.

Hoje, Jota também não está neste patamar. Ainda assim, com apenas 23 anos, tem ao menos tempo e potencial para buscar este nível – e, por sua vez, já é uma melhoria imediata em relação às outras opções.

Nos Wolves de Nuno Espírito Santo, Jota jogou majoritariamente como um segundo atacante de agilidade, um complemento quase ideal ao forte centroavante Raúl Jiménez. Com ou sem a bola, mostrou qualidade ao longo dos últimos três anos seja caindo pelos lados ou aparecendo em posições mais centrais.

Sua primeira temporada na Inglaterra, em 2017/18, foi por empréstimo. Ainda pertencia ao Atlético de Madrid quando ajudou o Wolverhampton a subir à elite. Contratado em definitivo por € 14 milhões, não precisou sequer de tempo de adaptação para se provar também no mais alto escalão do futebol inglês.

Em 2018/19, já deixou ótimas impressões na Premier League, com nove gols e cinco assistências em 33 jogos. Em 2019/20, teve sua consolidação no alto nível, com 16 gols e seis assistências em todas as competições, com nove de seus tentos acontecendo na boa campanha de quartas de final dos Wolves na Liga Europa, interrompida apenas pelo campeão Sevilla.

Parte da seleção portuguesa, Jota dá hoje, com sua transferência a um gigante europeu, um salto de patamar pessoal. Se mantiver o mesmo futebol que tem mostrado nos últimos três anos, terá agora a seu favor o grande alcance proporcionado por uma vitrine tão lustrosa quanto é o Liverpool. Melhor ainda, Jota tem capacidade para mais, sobretudo cercado de tantos companheiros de qualidade.