O sonho de disputar uma Copa Libertadores povoa a mente de vários jogadores sul-americanos que partiram cedo ao futebol europeu. É comum o desejo de retornar para casa e buscar o título continental. Dentro de alguns anos, se os craques que prometem voltar realmente cumprirem a palavra, o torneio deverá ser recheado de veteranos talentosos. Entre estes, Edinson Cavani. Em entrevista à rádio Sport 890, o centroavante garantiu que, num futuro breve, espera disputar o torneio e buscar a taça.

“Eu gostaria de voltar ao Uruguai para ganhar a Libertadores. Por enquanto, não quero dizer a equipe, mas eu sempre sou dos projetos. E se há um projeto importante, eu gosto dos feitos e desejo ganhar a Libertadores”, declarou. Vale lembrar que Cavani não chegou a defender os dois grandes do país, Nacional e Peñarol. Nascido na cidade de Salto, ingressou nas categorias de base do Danubio e por lá se profissionalizou, antes de se transferir ao Palermo em 2007, aos 20 anos.

“Eu gostaria que uma equipe uruguaia voltasse a ganhar a Libertadores. É como ganhar a Champions e, para mim, é uma conquista muito bonita. Gostaria porque você vai estar jogando com companheiros que têm a mesma cultura que você, vai jogar com uma equipe do seu país, e isso para mim significa muito, sobretudo depois de muitos anos fora”, complementou o centroavante.

Além disso, ao contrário do que fez o compatriota Diego Forlán, Cavani não quer desembarcar no Uruguai em um momento no qual não renda em alto nível. Seu projeto deverá ser empreendido dentro de dois ou três anos: “Tenho quase 31 anos, espero chegar aí pelos 33 ou 34, em forma, para poder viver intensamente. Vou morar no Uruguai. Quero jogar em nossos estádios, sentir o grito do alambrado. Isso te faz sentir vivo. Não me preocupa nada trocar o glamour pelo nosso futebol. É o que eu quero”.

Maior artilheiro da história do Paris Saint-Germain, Cavani tem vínculo com os franceses até junho de 2020. Apesar disso, seu nome costuma ser discutido no mercado de transferências, especialmente depois dos imbróglios nos vestiários parisienses. Resta saber as pendências contratuais também permitirão seu retorno ao Uruguai.


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