O Catar será finalista e irá decidir a Copa da Ásia de 2019 contra o Japão. Mais do que vencer, os catarianos passaram por cima dos Emirados Árabes Unidos com uma goleada por 4 a 0, em um jogo que foram claramente superiores aos rivais. O placar acabou sendo mais um reflexo do desespero dos anfitriões, já ampliado no fim do jogo, mas é inegável que o Catar foi mesmo mais time ao longo dos 90 minutos. Será a primeira vez na história que o Catar disputará uma final da Copa da Ásia. Este já é o melhor resultado da história da seleção nesta competição.

LEIA TAMBÉM: Japão chega à quinta final de Copa da Ásia e encerra passagem de Queiroz pelo Irã

Os melhores resultados do Catar na Copa da Ásia foram em 1984, em Cingapura, e em 1988, quando o país sediou o evento. Em ambas, o Catar terminou em quinto lugar, depois de terminar a primeira fase em terceiro no seu grupo (na época, só os dois primeiros de dois grupos avançavam à semifinal). Em 2011, mesmo sediando novamente o evento, ficou em sétimo lugar, quando foi eliminado justamente pelo Japão nas quartas de final da competição, por 3 a 2, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo. As duas seleções voltam a se encontrar na final do torneio, na próxima sexta.

O time dirigido pelo espanhol Felix Sánchez teve uma grande atuação no primeiro tempo. Os dois primeiros gols, no primeiro tempo, vieram de uma atuação superior do time do Catar, aproveitando também o nervosismo dos anfitriões.

Aos 21 minutos, um contra-ataque do contra-ataque gerou o primeiro gol. Era cobrança de falta para o Catar, que fez uma jogada ensaiada, que não funcionou. No contra-ataque, os Emirados Árabes levaram muito perigo, mas demoraram a definir o lance e perderam a bola. No contra-ataque, Boualem Khoukhi foi lançado em velocidade, tinha espaço e pareceu demorar muito a definir o lance. No fim, chutou para o gol de forma estranha, parecendo um cruzamento, e o goleiro aceitou: 1 a 0.

O jogo esquentou, com os Emirados Árabes tentando reagir ao gol. Afobado, o time errava muitos passes e o Catar, melhor no jogo até ali, tentava amenizar o ritmo do jogo e conter os ânimos do adversário a da torcida. Conseguiu mais do que isso. Aos 37 minutos, em uma bola tabela no lado esquerdo, Afif tocou para Ali Almoez, que avançou, com a bola e chutou colocado: a bola bateu na trave e entrou.

O segundo tempo tinha um cenário bem claro: os Emirados Árabes sabiam que precisavam de um gol logo para voltar à partida. Só que o Catar parecia saber o que fazia em campo e jogava com o nervosismo do rival. E acabou matando o jogo com contra-ataques. Aos 35 minutos do segundo tempo, Hasan Al Haydos aproveitou um passe longo, a furada da zaga e, na cara do goleiro Khalid Eisa Bilal para tocar, com categoria, por cima do gol. Um belo gol e 3 a 0 no placar.

Aos 44 minutos, Ismail Ahmed agrediu o adversário fora da bola e o árbitro não viu, mas foi chamado pelo assistente de vídeo, o VAR. E, assim, revisou o lance e expulsou o jogador dos Emirados Árabes. Com um a mais, o Catar parou o jogo mais uma vez ao sacar Akram Hassan Afif, que deu duas assistências no jogo, para a entrada de Hamid Ismaeil. E foi ele que recebeu em velocidade, em passe de Karim Boudiaf, e finalizou para marcar 4 a 0 e fechar o placar.

A derrota deixou os jogadores dos Emirados Árabes desolados em campo. Até pela forma que aconteceu. Os jogadores do Catar estavam eufóricos. Decidirão pela primeira vez a Copa da Ásia, podendo conquistar uma taça no ciclo que é o mais importante da história da seleção, que acabará no fim de 2022, sediando a Copa do Mundo. O Japão, porém, é amplamente favorito. A essa altura, porém, quem duvida do Catar?