Quando o Milan agendou um exame médico para esta sexta-feira, surgiram rumores na Itália de que Sergej Milinkovic-Savic poderia estar a caminho do clube. As expectativas aumentaram, mas logo a diretoria rossonera deixou claro que as negociações não aconteceram, considerando os altos valores pedidos pela Lazio. Ainda assim, o último dia de mercado se tornou bastante positivo ao elenco de Gennaro Gattuso, que se encorpa um pouco mais. Dois negócios aguardados, mas bem-vindos: Diego Laxalt será um coringa para o lado esquerdo, enquanto Samu Castillejo é um jogador promissor para atuar como ponta.

Castillejo é o negócio mais caro. O ponta esquerda vem por empréstimo com obrigação de compra, estimada em €25 milhões, além da cessão de Carlos Bacca ao Villarreal. Aos 23 anos, o ponta surgiu no Málaga, mas já acumulava três temporadas como titular no Submarino Amarillo. E se saiu muito bem em 2017/18. Foram seis gols e sete assistências, providenciando qualidade na criação. Pode atuar nas duas pontas, possui bom passe e também ajuda bastante defensivamente. Tende a evoluir mais em Milão, considerando sua idade. Vestirá a camisa 7, a mesma que foi de Andriy Shevchenko, mas estava nas mãos de Nikola Kalinic.

Laxalt, por sua vez, custou €14 milhões. Atuando como lateral esquerdo, o jovem de 25 anos saiu em alta na Copa do Mundo. Ganhou a posição no time de Óscar Tabárez durante a competição e fez ótimas partidas, provocando interesse em vários clubes. De qualquer forma, já vinha de bons momentos com o Genoa. Revelado pelo Defensor, passou por Bologna e Empoli, até desembarcar no Grifone em 2015. Defendeu a equipe por três temporadas e meia, ganhando espaço como titular a partir de sua primeira campanha completa. Jogando aberto pela esquerda, avança bastante e aproveita os espaços. Possui o cruzamento como um dos seus fortes e também se empenha na marcação. Além disso, tem facilidade nos dribles. Pode ser útil, por desempenhar diferentes papéis.

Com ambos, o Milan terminou de fechar o seu elenco. Oito novos jogadores chegaram, em mercado que movimentou €122,5 milhões. Não foi uma janela de transferências tão impactante quanto a anterior, mas trouxe jogadores que adicionam alternativas ao plantel. Pepe Reina faz sombra a Gianluigi Donnarumma, após chegar de graça do Napoli. Ivan Strinic e Mattia Caldara são novas peças para a defesa. Tiemoué Bakayoko tenta refazer seu moral na cabeça de área, enquanto o meio ganhou ainda Alen Halilovic. E no ataque, Gonzalo Higuaín se torna o novo protagonista dos rossoneri – além de Fabio Borini, adquirido em definitivo após empréstimo do Sunderland.

O Milan ainda ficou abaixo de outros adversários da Serie A neste mercado. Não é esperado um salto de qualidade tão grande que o coloque na briga pelo título, mas uma eventual participação na Liga dos Campeões já seria ótima. Os planos ainda precisam ser graduais, dentro do que o time produziu no último ano e considerando o potencial de alguns jogadores para crescer. Um pouco mais de regularidade para acompanhar o pelotão principal do campeonato já valeria demais. O trabalho agora é de Gattuso, para manter a toada nas próximas 38 rodadas.


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