Fora de casa, o Palmeiras viajou à Argentina para enfrentar o Tigre, no Monumental de Victoria, pela Copa Libertadores. E lá não encontrou tanta facilidade quanto esperado. Bem verdade que os donos de casa não melhoraram muito do fim de 2012 para cá, mas mesmo assim conseguiram derrotar os paulistas por 1 a 0 com um gol de Peñalba, aos 48 do segundo tempo.

Errando muitos passes e nitidamente nervoso com o duelo, repleto de chegadas mais duras por parte do Tigre, o Palmeiras não fez por merecer o favoritismo que ostentava antes do jogo, apesar de ter um elenco superior ao dos adversários. O que também não quer dizer muita coisa. Mesmo assim foi muito difícil passar da barreira defensiva dos donos da casa.

O panorama (e por consequência o drama) piorou em alguns lances de ataque dos argentinos, que chegavam mais na base dos chutes de qualquer jeito do que com alguma perícia. O perigo esteve lado a lado com a defesa palmeirense durante os 45 minutos finais e não havia nada que pudesse mudar a sensação de fragilidade.

Aos poucos o Palmeiras se soltava em campo, especialmente após a entrada de Patrick Vieira, que foi muito bem pela direita e armou pelo menos três descidas. Vivendo de bolas alçadas na área e chutes ao lado da meta de Fernando Prass, o Tigre de Rúben Botta ensaiou o gol em diversas oportunidades, sem sucesso.

A tônica da equipe de Kleina no segundo tempo foi o ataque desordenado, passes fracos e pouquíssimos dribles. Sempre tentando trabalhar no erro do Matador, o Palmeiras também foi muito irregular e pouco eficiente.

Dois lances capitais definiram o castigo alviverde no Monumental de Victoria: Valdívia recebeu um passe no meio da área, chutou e viu grande defesa de Cousillas.

Minutos depois, Kléber recebeu absolutamente sozinho na direita, correu e cortou o zagueiro uma vez. Ao invés de finalizar, preferiu dar outro drible e foi desarmado, aos 47 minutos da segunda etapa. A displicência (de acordo com ele mesmo em entrevista após o apito final) custou caro, caríssimo.

Bola na área do Palmeiras, Prass espalmou para o meio e lá estava o iluminado da noite, Peñalba. Com um simples toque, o volante ganhou o jogo para o Tigre e enfureceu milhares de palmeirenses que contavam com o gol no lance anterior, perdido pelo seu camisa 9.

Além de estar disputando a terceira posição com o mesmo Tigre, o Palmeiras agora terá de se recuperar nos próximos compromissos, já que o Sporting Cristal conseguiu um empate em 2 a 2 diante do Libertad, em Asunción. Duas baixas serão o volante (zagueiro) Vílson, expulso, sem falar em nova lesão de Maikon Leite, que torceu o tornozelo numa dividida com Orbán e não deve voltar em menos de um mês.

Sem poder perder mais uma partida no grupo 2, o alviverde precisa voltar a somar pontos com urgência se não quiser ficar ainda na primeira fase da competição.