Antonio Cassano é um daqueles casos de talento desperdiçado. Tinha bola para liderar uma geração italiana, chegou ao Real Madrid e defendeu grandes times na Itália. Mas decidiu não fazer todos os sacrifícios necessários para atuar em alto nível. Aos 33 anos, maduro e na Sampdoria, provavelmente, como disse, o último clube da sua carreira, não tem nenhum problema em admitir que não atingiu o que se esperava dele por culpa própria.

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“Talento desperdiçado? Faz mais de dez anos que essa história existe. O problema é que me arruinei sozinho, sou um preguiçoso que nunca fiz nada para render ao máximo. Se achava o técnico muito rígido, eu me rebelava. Se achava o técnico muito mole, eu dormia. A verdade é que o problema era eu e entendi isso tarde demais”, disse ao programa Tiki Taka da emissora de televisão Italia Uno. “Mas na vida o importante é ser feliz e eu sou”.

Cassano foi convocado para a Copa do Mundo de 2014, mas, fora de todo o ciclo da Eurocopa da França, não tem muita esperança de disputar mais um torneio internacional pela Itália. “Uma chance em um bilhão. Conte quer jogador que se sacrificam, por isso mudei meu jeito de treinar. Eu espero que sim, mas sei que é quase impossível. Se ele não me convocar, ficarei em casa torcendo pela Itália e por Insigne”, disse.

Na acirrada briga pelo título italiano, Casssano prefere que a Internazionale seja campeã, mas, se não der, torce pelo Napoli do seu amigo Lorenzo Insigne, “o melhor jogador da Itália atualmente”. Tem elogios para o trabalho de Roberto Mancini à frente da Inter, mas reconhece que há vários problemas ofensivos.

“Ele está fazendo a Inter render ao máximo, não esperava tanto assim. Se encontrar alguém que joge pelo Icardi, acho que pode realmente vencer o Scudetto. Eu gosto muito dele (Icardi), mas o problema é que ele recebe uma bola a cada três domingos. Na Inter, os outros jogadores ofensivos jogam muito abertos. Precisaria do Cassano de quatro, cinco anos atrás”, encerrou.