A Fifa publicou em seu site documentos que revelam que João Havelange e Ricardo Teixeira receberam subornos da empresa de marketing ISL, falida em 2001. A divulgação do material, proveniente de investigação criminal encerrada em 2010 e que condenou os dirigentes, acontece após ordem emitida pela Suprema Corte Suíça nesta quarta-feira.

Os documentos afirmam que Teixeira, então presidente da CBF, teria recebido US$ 13 milhões da empresa de marketing entre 1992 e 1997, em troca de vantagens na venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo. Pelo mesmo motivo, Havelange recebeu US$ 1 milhão enquanto ainda era presidente da Fifa, em 1997.

Através de seu site, a Fifa parabenizou a posição tomada pela Suprema Corte Suíça: “A decisão segue a linha tomada pela Fifa e por seu presidente desde 2011, quando a entidade anunciou seu comprometimento com a publicação dos documentos”. Segundo a federação, a Justiça confirmou que Joseph Blatter não está envolvido no caso, mas “apenas dois dirigentes estrangeiros”.

A abertura dos documentos foi solicitada por órgãos de imprensa, reivindicando a relevância pública do material. Após o encerramento da investigação, Havelange e Teixeira pagaram 5,5 milhões de francos suíços para não ter seus nomes revelados. Inicialmente contrária à divulgação, a Fifa mudou de postura após outubro de 2011, quando o Comitê Executivo aprovou um processo de reforma na entidade.