O crescimento dos Estados Unidos no futebol fez com que uma rivalidade local se acirrasse ainda mais nos últimos anos. Os Estados Unidos se tornaram um rival difícil para o México e os dois times travam a maior rivalidade da América do Norte, por serem os dois times mais fortes da Concacaf. Neste mês de outubro, americanos e mexicanos se enfrentam brigando por uma vaga na Copa das Confederações de 2017. E o duelo deve ser acirrado.

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Isso porque os Estados Unidos venceram a Copa Ouro de 2013, depois da Copa das Confederações, enquanto os mexicanos venceram a edição de 2015. O jogo definirá quem dos dois irá representar a Concacaf na Rússia, em 2017, na Copa das Confederações. O capitão do time americano, Michael Bradley, comentou sobre o próximo jogo entre os dois, no dia 10 de outubro. O duelo será no estádio Rose Bowl, em Pasadena, região metropolitana de Los Angeles. É o estádio da final da Copa do Mundo de 1994. Tanto que os dois times se enfrentaram 64 vezes na história, contanto apenas as partidas entre seleções principais masculinas.

A vantagem mexicana ainda é grande, com 32 vitórias contra 18 dos americanos, além de 14 empates. Só que os Estados Unidos têm uma vitória importante para se lembrar. Em um dos confrontos mais importantes, na Copa do Mundo de 2002, os americanos eliminaram os mexicanos nas oitavas de final vencendo por 2 a 0 em Jeonju, na Coreia do Sul. E Bradley cita esse jogo, sutilmente, na sua postagem.

“Os jogos contra o México são diferentes. Não há outra forma de colocar. A paixão. As cores. O respeito. O ódio. Quando crescemos, esses são os jogos que nós sonhamos em jogar. Quando as luzes são as mais claras. Azteca. Columbus. Jeonju. Rose Bowl. A história está toda lá. E no dia 10/10 nós temos a chance de escrever um novo capítulo. Nós queremos que você esteja lá. Nós precisamos que você esteja lá”, escreveu Bradley na sua conta do Instagram, convocando a torcida.

Para os americanos, jogar no Rose Bowl não é uma grande vantagem. A Califórnia tem um grande contingente de mexicanos e de descendentes, o que torna o território, na melhor das hipóteses, dividido com os rivais, mesmo sendo solo americano. Por isso, a convocação de Bradley é para que os torcedores americanos estejam lá, nas arquibancadas, apoiando o time contra esse inimigo íntimo que é o México. Não por acaso, uma rivalidade tão grande e crescente.