A Inter deixou uma vitória escapar no domingo depois de abrir 3 a 1 jogando fora de casa, no estádio Artemio Franchi, mas sofreu o empate no final. O gol do 3 a 3 foi marcado de pênalti, em uma falta marcada aos 50 minutos do segundo tempo, em uma decisão muito reclamada pelos interistas. Há reclamação de falta em cima de Danilo D’Ambrosio e, na sequência, Federico Chiesa chutou no peito do lateral. O árbitro marcou pênalti, que Jordan Vareout cobrou e empatou. Mesmo com o VAR, o árbitro manteve a marcação, o que levou o diretor da Inter a também reclamar.

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O goleiro Samir Handanovic comentou sobre o quanto o time ficou insatisfeito com a decisão. “Todo mundo viu: houve uma primeira falta em D’Ambrosio e então não foi pênalti”, afirmou o goleiro, novo capitão do time, à Sky Sport Italia. “Não há necessidade de falar: está lá para todo mundo ver. Nós estamos com raiva, de fato, frustrados. Mas é normal”.

“Eles não estavam mortos no 3 a 1, mas eles estavam correndo atrás da bola. Então houve a cobrança de falta de Muriel, que os colocou dentro do jogo. Nós fomos um pouco mal demais antes do terceiro gol deles. Todo mundo cometeu erros. O vento deu à cobrança de falta mais efeito e força”, analisou o goleiro. “Você podia ver isso, ele disse isso também. Ele cobrou perfeitamente: foi um grande gol, mas…”.

Os repórteres aproveitaram que o goleiro estava dando entrevista para falar de um outro assunto: a troca de capitania. Aos 34 anos e na Inter desde 2012, o goleiro foi escolhido pelo técnico Luciano Spalletti para ser o novo capitão do time, substituindo Mauro Icardi. A situação gerou insatisfação do atacante, que ainda não voltou a jogar desde então. Handanovic, porém, se recusou a falar sobre isso. “Nós não podemos falar sobre isso todos os dias”, disse o esloveno.

“Está claro. Foi no peito. Não há argumentos aqui. Não há dúvidas. Foi no peito. Nós vimos isso claramente. Todo mundo viu o VAR na lateral do campo, todo mundo viu! Foi no peito”, afirmou o treinador da Inter, Luciano Spalletti. “O primeiro pênalti ele levantou o braço e mexeu sem ninguém estar o atrapalhando. No segundo, claramente foi no peito. Nem sequer raspou no braço dele. Nunca”, continuou.

“Agora as pessoas vão dizer ‘oh, eles estão mandando Spalletti embora e pegando outra pessoa’, esses resultados são decisivos, eles fazem a diferença. Eles são resultados fundamentais para nossos objetivos em uma temporada inteira”, disse ainda Spalletti. “Eu não falei com o árbitro depois porque o que ele poderia me dizer Que bateu no braço quando claramente não bateu? Não há se e nem mas aqui, está claro. É óbvio”, bradou o treinador.

“Foi em frente aos nossos olhos. Não há dúvidas, mas há talvez, não há possibilidade, nem potencialmente, nem talvez. Então voltamos à última vez que jogamos com a Fiorentina, com os famosos demos que mexeram no VAR. Esse é um instrumento importante que os árbitros podem usar para ver as coisas adequadamente”, reclamou ainda o treinador, muito pressionado.

Quem disparou críticas sobre a decisão da arbitragem e o uso do VAR foi o diretor da Inter, Beppe Marotta. “Nós sofremos um grande prejuízo”, afirmou o diretor ao Sport Mediaset. “Nós esperamos que não seja irreparável no contexto da nossa temporada porque isso seria horrível”.

“Meu maior arrependimento é que nós investimos muito no VAR para reduzir erros e, portanto, seu uso deve ser escrupuloso e racional. Se subjetividade com objetividade é confundida em tempos assim, isso me surpreende e me deixa decepcionado pelo esforço que fizemos”, continuou o dirigente. “Eu não quero criticar [Rosario] Abisso. Evidentemente alguma coisa não funcionou. Talvez o sistema precise ser melhor revisado. Não cabe a mim apontar dedos, mas eu acho que isso causou danos irreparáveis para a nossa temporada e eu espero que não seja fatal”.

“O protocolo deveria ser revisado e renovado. Avaliações objetivas devem ser feitas e, objetivamente falando, ninguém pode dizer que D’Ambrosio colocou a mão na bola. É incrível”, continuou Marotta. “Para mim, é o maior erro já cometido pelo VAR. Se foi influenciado? Eu posso categoricamente descartar algo assim”.

A Inter manteve a terceira colocação na tabela, com 47 pontos, mas é observado de perto pelo Milan, com 45. A Juventus segue líder com folga, com 69 pontos, enquanto o Napoli é o segundo com 56. A Inter volta a campo na sexta-feira, dia 1º de março, quando joga contra o Cagliari fora de casa.