Cristiano Ronaldo foi substituído por Paulo Dybala, no clássico contra o Milan, no último domingo, e foi direto para os vestiários. Não viu, portanto, o argentino fazer o golaço que garantiu a vitória da Juventus, por 1 a 0, e foi criticado pelo ex-treinador da Velha Senhora, Fabio Capello, que tocou na forma atual do craque português.

Claramente aplicando uma hipérbole, Capello afirmou que Ronaldo “não dribla ninguém há três anos” para exemplificar o que considera uma queda na potência física do jogador. “Eu comentava o Campeonato Espanhol, quando ele costumava dar dois passos e deixar o cara lá. Cristiano fez isso um tempo, mas agora não é o jogo dele e ele precisa recuperar – especialmente no nível físico. Ele não tem a velocidade e o dinamismo que mostrou em outros tempos”, disse, segundo o Goal.

Segundo números do WhoScored, Ronaldo tem média de 1,5 dribles por jogo nesta temporada, a 31ª da Serie A. Exatamente o mesmo número da campanha passada, quando foi o 22º no quesito. E ele está driblando mais na Itália do que na Espanha. Nos dois últimos anos pelo Real Madrid, teve média de 1,1 (65ª) e 0,9 (91ª). Em 2015/16, antes do período delimitado por Fabio Capello, deu 1,4 dribles por jogo, ainda inferior ao que está fazendo pela Juventus.

“Dentro dele, está um super-campeão, o melhor de todos, mas agora há Dybala e Douglas Costa, que fizeram dois gols sensacionais (o do brasileiro, contra o Lokomotiv Moscou, pela Champions League, semana passada). Dybala em condição excelente pode fazer a diferença, assim como Douglas Costa”, disse.

“Eles vencem jogos sem Ronaldo. A Juventus parecia dependente dele, mas tem um grande time e a qualidade dos jogadores a ajuda a vencer do mesmo jeito. Parabéns a Sarri, que teve a coragem de substituí-lo. Isso exige personalidade, especialmente pensando que todos os jogadores do elenco podem jogar e fazer a diferença”, completou.

Sarri não quis entrar em polêmicas depois da partida e elogiou Ronaldo por ter, em suas palavras, feito o “sacrifício” de jogar machucado contra o Milan. Desde a pré-temporada, o treinador italiano tem batido na tecla de que precisa administrar o físico do seu principal jogador.