Fabio Capello é um nome histórico no futebol italiano. Primeiro pela carreira como jogador nos anos 1960 e 1970, atuando por três grandes times italianos: Roma, Juventus e Milan, além da seleção italiana. Nos últimos 30 anos, sua contribuição é como técnico, passando por alguns dos maiores da Europa: Milan, Real Madrid, Roma, Juventus e depois seleção inglesa e russa. Atualmente dirige o Jiangsu Suning, da China. E foi com Capello que a Roma conquistou o seu último Scudetto, em 2000/01, em um timaço que tinha Francesco Totti e Gabriel Batistuta, entre outros grandes. E ele acredita que é possível repetir o feito nesta temporada.

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“Eles estão fortes, muito fortes. Eles têm um elenco completo e um bom técnico”, afirmou Capello ao Il Romanista. “Eu fiquei um pouco surpreso [com Di Francesco] porque eu sei o quanto difícil dirigir a Roma. Mas Di Francesco já mostrou com o Sassuolo que tem boas ideias”. Di Francesco, é bom dizer, foi campeão como jogador sob o comando de Capello, em 2001. Eme jogou na Roma de 1997 até aquele ano do título. Ainda jogou por Piacenza, Ancona e Perugia antes de pendurar as chuteiras, em 2005.

“É importante que a Roma saiba que não será fácil para continuar competitivo nas três competições que virão”, analisou. Quando perguntado sobre a possibilidade de título, o treinador acredita. “Eu diria que eles podem, por uma razão simples: está é uma liga que está aberta a vários resultados”, disse o técnico.

“Nos últimos anos a Juventus foi a mais forte. Sem ‘se’, sem ‘mas’. Agora a situação é diferente, eles haverá quatro times na briga pelo Scudetto”, analisou. “Napoli está na liderança, então há a Juve, porque eles são a Juve. A Inter, porque eles não têm compromissos europeus, e Roma porque é forte”.

Como jogador, Capello foi campeão da Copa da Itália, em 1968/69. Ele teve mais sucesso na Juventus, pela qual venceu três Scudettos. Venceu mais um pelo Milan, além de outra Copa da Itália. Como técnico sim: ele conquistou a Serie A, quebrando um jejum de 18 anos.

Agora, a Roma tenta quebrar novamente esse jejum, que já tem 17 anos. É o Napoli, porém, que lidera a corrida pela taça. E o jejum dos napolitanos é maior: o último foi 1989/90, que completará 28 anos em 2018. Tudo indica que Capello tem razão: a briga pelo título caminha para ser muito mais disputada e com mais concorrentes na Itália do que nos últimos seis anos que a Juventus se consagrou campeã.


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