Fabio Cannavaro é um nome que está na história da seleção italiana como o capitão do título mundial em 2006, na Alemanha, mas é também o capitão de um time que iniciou a série de fracassos italianos que vieram em seguida. Em 2010, na África do Sul, ele capitaneou o time comandado por Marcello Lippi – o técnico campeão do mundo em 2006 – e a Azzurra caiu ainda na primeira fase. Isso se repetiria em 2014 e, em 2018, o vexame foi ainda maior: os italianos nem à Copa vão. E é pensando nisso que o capitão de 2006 é contra a volta de veteranos à Azzurra.

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O técnico interino da Itália, Luigi Di Biagio, pretende convocar tanto Ginaluigi Buffon quanto Giorgio Chiellini para os amistosos da Itália em março, contra Argentina e Inglaterra. Cannavaro, porém, acha que é o momento da Azzurra se renovar e deixar para trás os veteranos. “As condições para um renascimento ainda estão faltando”, opinou o ex-jogador e atualmente técnico à Gazzetta dello Sport.

“Ainda ouvir sobre a convocação de senadores não parece o caminho certo para mim. Eu estou ligado a Gigi Buffon ou Daniele De Rossi mais do que qualquer um pela experiência irrepetível na Alemanha em 2006. Mas nós sabemos que certas escolhas já não funcionaram na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul e essa experiência deveria nos ensinar alguma coisa”, afirmou Cannavaro.

Em 2010, a Itália defendeu o título mundial na África do Sul com vários veteranos de confiança do técnico Lippi. Além de Cannavaro, então com 36 anos, o time ainda tinha Buffon (32), Gennaro Gattuso (32), Antonio Di Natale (32), Morgan De Sanctis (33), Mauro Camoranesi (33), Zambrotta (33) e Andrea Pirlo (31). Buffon e Pirlo ainda jogariam a Copa 2014, no Brasil. O time teve um fracasso enorme na primeira Copa do Mundo realizada na África. A Itália empatou com o Paraguai e a Nova Zelândia por 1 a 1 e perdeu da Eslováquia por 3 a 2, terminando o grupo F em último lugar. Paraguai e Eslováquia avançaram às oitavas de final.

Atualmente, Fabio Cannavaro, de 44 anos, é técnico na China. Depois de encerrar a carreira jogando pelo Al Ahli, dos Emirados Árabes, em 2010, ele se tornou assistente técnico do clube e começou a se preparar para ser treinador. Treinou rapidamente o Guangzhou Evergrande em 2015, foi para o Al Nassr na temporada 2015/16 e o Tianjin Quanjian em 2016/17 (substituindo, na época, o demitido Vanderlei Luxemburgo). Assumiu o comando do Guangzou Evergrande como técnico principal neste ano de 2018, substituindo outro brasileiro, Luiz Felipe Scolari, que encerrou sua passagem vitoriosa pela China ao final de 2017 com mais um título da liga do país.


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