O Canadá se colocou como mais um time que já está nas oitavas de final da Copa do Mundo. Neste sábado, o time da América do Norte venceu por 2 a 0 a Nova Zelândia, com uma boa atuação, conquistando a sua vitória no segundo tempo. O placar foi construído apenas no segundo tempo, depois de um empate sem gols na primeira etapa. Medalha de bronze na Olimpíada do Rio em 2016, o time é candidato a ir longe na Copa do Mundo da França.

A bola é do Canadá

Como esperado, a Nova Zelândia tinha como aposta a defesa. O Canadá terminou o jogo com 69% de posse de bola e, mais do que isso, finalizando muito. Só no primeiro tempo foram 13 chute a gol e no total o time chutou 24 vezes a gol, sendo seis deles no alvo. As canadenses trocaram 618 passes contra 275 das neozelandesas.

A superioridade do Canadá era clara em termos técnico. Com mais talento, chegava mais ao ataque, chutava mais, tentava mais. Só que era insuficiente. Como na primeira partida, o que a Nova Zelândia mostrava era um time muito bem organizado taticamente para impedir os espaços para as perigosas atacantes canadenses, especialmente Christine Sinclair, capitã e craque do time da América do Norte.

Apesar da boa defesa da Nova Zelândia, houve um lance de chance clara de gol para as canadenses, com bate rebate dentro da área, cabeçada de Sinclair no travessão, chutes travados e um sufoco danado. Mas foi a única chance no primeiro tempo. O Canadá sabia que precisaria de mais na etapa final se não quisesse tropeçar.

Saída pela esquerda

O lado esquerdo do ataque do Canadá é sempre muito forte. Sinclair recuou atrás do meio-campo para tentar trabalhar a bola, atraiu a marcação e, com as canadenses pressionadas, conseguiram mostrar qualidade. Nichelle Prince foi lançada na ponta esquerda, avançou e cruzou rasteiro para Jessie Fleming, que completou de primeira, com categoria, no canto: 1 a 0, logo a três minutos do segundo tempo.

Por ali o Canadá conseguia criar bons lances, sempre aproveitando a boa chegada da ala Janine Becky. Mas não só ela. Sinclair, marcada demais, se movimentou, caiu pelo lado esquerdo e, de lá, fez um cruzamento perfeito, uma bola com efeito e com estilo, para o meio da área, na cabeça de Nichelle Prince. Ela cabeceou bem, mas a goleia Erin Nayler fez uma grande defesa para impedir o segundo gol.

Bola aérea

O Canadá conseguiu chegar ao segundo gol aos 34 minutos. Cruzamento da direita desta vez na direção de Sinclair, que cabeceou na trave. No rebote, Prince tocou e marcou: 2 a 0. Uma premiação para um time que procurava mais o gol, mesmo vencendo. E premiou também a meia Prince, que fez ótima partida e já tinha dado uma assistência. Ela foi o nome do jogo em Grenoble. Sinclair, principal nome das canadenses, segue sem marcar na Copa, mas teve uma boa atuação na partida.

Ficha técnica

Canadá 2×0 Nova Zelândia

Local: Stade des Alpes, em Grenoble
Árbitra: Yoshimi Yamashita (Japão)
Gols: Jessie Fleming aos 3’/2T, Nichelle Prince aos 34’/2T (Canadá)
Cartões amarelos: nenhum

Canadá: Stephanie Labbe; Sophie Schmidt, Kadeisha Buchanan e Shelina Zarodsky; Jayde Riviere (Alllysha Chapman), Jessie Fleming, Desiree Scott, Ashley Lawrence e Janine Beckie (Rebecca Quinn); Nichelle Prince (Adriana Leon); Christine Sinclair. Técnico: Kenneth Heiner-Moller

Nova Zelândia: Erin Nayler; Catherine Bott (Annalie Longo), Rebekah Stott, Abby Erceg e Ali Riley; Olivia Chance, Ria Percival, Katie Bowen e Betsy Hasset (Emma Kete); Sarah Gregorius (Anna Green) e Rosie White. Técnico: Tony Readings