Pouco a pouco, com corazón y pases cortos, os campeonatos nacionais da América do Sul vão se definindo neste primeiro semestre. Já tivemos a volta olímpica da Universidad Cesar Callejo na Copa Inca, além do título inédito do Cobresal no Chile. Neste último domingo foi a vez do futebol venezuelano conhecer o seu campeão. E a Venezuela vivenciou uma tarde épica, com a consagração agônica do Deportivo Táchira no Torneio Clausura. A equipe da cidade de San Cristóbal chegava na última rodada para enfrentar o Caracas, seu fiel perseguidor, em condição de visitante e dependendo de um empate.
Deportivo Táchira e Caracas disputam a hegemonia histórica no futebol venezuelano: são 11 títulos nacionais para a equipe da capital contra 7 do Táchira. Por essas e outras, a nova edição do clássico mor da Venezuela carregava tensão e rivalidade. O jogo seguia 1×1 até os 34 minutos do segundo tempo, quando o Caracas encontrou o gol que lhe daria o título, após a definição do atacante Edder Farías.
Eis que, no lance final, aos 48 minutos da etapa final, o zagueiro Wilker Angel se mandou para o ataque,  definindo um lance confuso,  como o melhor dos goleadores, e desatando a loucura da torcida mais popular da Venezuela – que lotava o setor visitante do estádio Olímpico de Caracas. A equipe dirigida por Daniel Farías teve o melhor ataque da competição com 40 gols. O craque do time é o meia Cesar “Maestrico” González, que deve formar parte do elenco vinotinto na próxima Copa América. Uma revanche para um elenco que vem de um trago amargo em âmbito continental.
O Táchira após eliminar o Cerro Porteño na primeira fase da Libertadores, acabou sendo eliminado no grupo 8, batido facilmente por Racing, Guaraní e Sporting Cristal. Com o título do Clausura, o conjunto aurinegro se classificou para a próxima edição da Libertadores, além de garantir o direito de disputar o título unificado da temporada contra o Trujillanos, último campeão do Apertura 2014.

Nacional x Peñarol decisivo
O Clausura uruguaio se desnuda na reta final com o Peñarol de Pablo Bengoechea como protagonista. Faltando quatro rodadas para o final teremos o clássico  entre Peñarol e Nacional, marcado para o dia 17 de Maio, como fator transcendental. Os carboneros assumiram a liderança na última rodada ao bater o Rampla Junior no estádio Centenário, com gols dos veteranos Marcelo Zalayeta e Tony Pacheco. O então líder Danúbio deixou escapar a ponta ao perder do Tacuarembó em seus domínios. O Nacional já garantido na final da temporada por ser o campeão do Apertura e líder absoluto da Tabla Anual do futebol charrua, começou o Clausura de forma titubeante, mas se recuperou nas ultimas rodadas e está à 4 pontos do Peñarol.
O conjunto tricolor, dirigido por Álvaro Gutierrez depende muito da trinca de ataque formada por Leandro Barcia, Carlos De Pena e Ivan Alonso; o tridente anotou 15 dos 21 gols do Bolso neste torneio. O Peñarol ainda busca a melhor versão sob o comando do ídolo Pablo Bengoechea, que deixou a seleção peruana para assumir a batuta de seu time de coração, que vivia um momento complicado após a saída de Fossatti e a passagem rápida como interino de Paolo Montero no ano passado. Os inoxidáveis Tony Pacheco e Marcelo Zalayeta podem disputar o último clássico frente ao Nacional, pois estão em final de contrato com o quadro manya . O grande destaque individual do Peñarol na temporada é o meia Jonathan Urretaviscaya que já anotou 5 gols no Claurura. Neste final de semana não teremos rodada no Uruguai, já que o país terá eleições municipais neste domingo, com a Frente Ampla podendo aumentar sua supremacia nas urnas. O clássico entre Peñarol e Nacional esta marcado para o outro domingo, aumentando a tensão da prévia no lado oriental do Rio de La Plata. Abaixo os gols da décima primeira rodada do Clausura uruguaio.

A agonia do Olimpia ante o Cerro Porteño
O futebol guaraní vivenciou no último domingo uma nova versão de seu Superclássico. O líder Cerro Porteño saiu na frente no Defensores del Chaco com gol do garoto Sérgio Díaz, de 17 anos, que definiu o lance com notável tranquilidade na saída de Campestrini, após assistência do ex-palmeirense José Ortigoza. O Olímpia conseguiu o empate nos minutos finais, com grande passe de William Mendieta para a  gol agônico de Cristian Ovelar, aos 42 do segundo tempo. O Olimpia sob comando de Francisco “Chique” Arce – de passagem histórica como jogador e técnico do Cerro Porteño – faz campanha medíocre, amargando o quarto lugar e distante 11 pontos do Cerro Porteño. O ciclón del Barrio Obrero segue na liderança, com apenas um ponto de vantagem para o Club Guaraní. Faltam 5 rodadas para o final do Clausura e no próximo domingo, o conjunto azulgrana defende a ponta contra o Nacional Querido no clássico do Barrio Obrero de Assunção.

Strongest adiou a festa do Bolívar

Nesta quinta feira tivemos um histórico clássico paceño entre Bolívar e The Strongest, no estádio Hernando Siles. O Bolívar, com a vitória, dava a volta olímpica diante do maior rival. No entanto, o conjunto aurinegro segurou a pressão celeste com grande atuação do goleiro Daniel Vaca. No segundo tempo, após grande jogada do veterano Pablo “El Patron del bien” Escobar, o meia Alejandro Chumacero, “o Schweinsteiger dos Andes”, definiu a vitória do The Stronguest, aguando a Chicha Morada do Bolivar. Com o triunfo, o The Strongest diminuiu para quatro pontos a vantagem da La Academia do futebol boliviano. Faltando duas rodadas para o termino do torneio Clausura, o Bolívar dirigido pelo espanhol Xabier Azkargota segue cômodo na tabela, precisando de apenas uma vitória para sacramentar a conquista. No próximo domingo o Bolívar vai a Oruro para enfrentar ao San José e tentar rubricar o título. O The Stronguest viaja a Sucre para encarar o Universitario, que vem de ressaca após a eliminação na Copa Libertadores diante do Tigres.