Camavinga: “Entrar em campo pela França seria um sonho de infância, mesmo que eu ainda seja uma criança”

Convocado pela primeira vez para a seleção francesa principal, Eduardo Camavinga vive um sonho de infância – infância esta que, brinca ele, ainda não acabou. Feliz com a maneira rápida como as coisas têm se desenvolvido neste seu início de carreira, o meio-campista do Rennes parece ter a cabeça no lugar e tenta não pensar muito nas marcas que poderia atingir, sendo, por exemplo, o mais jovem jogador do pós-guerra a representar oficialmente a França.

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Em sua primeira entrevista coletiva como jogador de seleção principal, Camavinga, de 17 anos completos em novembro de 2019, entende que todos os olhos estão sobre ele, diante da possibilidade de o meio-campista se tornar o mais jovem jogador do pós-guerra a atuar em uma partida oficial pela França, superando Maryan Wisnieski, que em 1955, aos 18 anos, dois meses e dois dias, estabeleceu o recorde até hoje não superado. Kylian Mbappé chegou perto quando estreou em 25 de março de 2017, aos 18 anos, três meses e cinco dias.

“Eu vi isso. Não é o mais importante. Primeiro, é preciso fazer uma boa preparação e depois tentar permanecer (na seleção) o maior tempo possível. Seria um sonho (entrar em campo com a camisa da seleção principal), um sonho de infância, mesmo que eu ainda seja uma criança. Seria algo fabuloso, sobretudo para meus amigos e familiares, algo que eu desejo desde pequenininho.”

Camavinga reconhece que a progressão em seu início de carreira tem sido rápida, estreando cedo na Ligue 1, com 16 anos e quatro meses, em abril de 2019, e agora ganhando sua primeira convocação. No entanto, o jogador prefere se abstrair disso tudo e focar apenas em aproveitar seu período em Clairefontaine.

“Claro, comecei muito cedo na Ligue 1. E ainda espero continuar jogando com esta seleção um dia. Com meu trabalho, isso (a convocação) chegou cedo. Não posso pensar muito nisso, apenas viver cada dia de uma vez e aproveitar cada momento”, comentou.

Já habituado ao centro de treinamento da seleção francesa, que abarca instalações também para as seleções de base, Camavinga diz ter se surpreendido com o tamanho de seu quarto. Convocado devido ao diagnóstico positivo para Covid-19 de Pogba, o garoto do Rennes está se hospedando na instalação normalmente reservada ao craque do Manchester United.

“Tive uma recepção muito boa. Encontrei os jogadores, tudo correu bem. Todo mundo foi legal comigo, e espero que continue assim. Estou no quarto do Paul Pogba, é grande! Fiz uma visita, é um belo lugar. Jamais tinha vindo antes, apenas tinha visto quando estava com a seleção de base.”

Pogba, por sinal, é um modelo a ser seguido para Camavinga, segundo o próprio garoto. No entanto, ele já deixa claro: “Não gosto de comparações”. Ter exemplos como parâmetros, no entanto, é outra história, e Mbappé também o inspira. “O Kylian estabeleceu o sarrafo bem alto, mas é uma fonte de inspiração para todos os jovens jogadores, com certeza”, afirmou.

Camavinga chegou à seleção, evidentemente, com grande aprovação do chefe, Didier Deschamps. Encantando com o reconhecimento, ele pretende fazer jus à chamada para ser lembrado no futuro próximo.

“É sempre bom receber elogios, e quando sabemos que o treinador (Deschamps) tem confiança na gente, isso é bom. Não é uma pressão a mais, é encorajador. É preciso estar pronto a todo momento. A partir do momento em que o treinador te chama, é preciso estar pronto, ter boas atuações, para poder voltar na próxima convocação.”