O segundo jogo do Corinthians na temporada não teve muito para mostrar. Tanto o alvinegro de Itaquera contra o Bayer Leverkusen, seu adversário neste sábado, trataram o jogo com um jogo de preparação. O Corinthians registrou uma vitória por 2 a 1, de virada, com um esboço do time que começará 2015. Mas o que mexe com o torcedor corinthiano é Guerrero. O peruano foi novamente o destaque do time, marcou os dois gols. A alegria dos gols do camisa 9 contrastam com a preocupação pela sua saída.

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Com contrato até o dia 15 de julho, a renovação do atacante tornou-se uma novela desde o meio de 2014. Mais do que gols, a contribuição ofensiva de Guerrero é muito importante para o time. Na temporada 2014, Guerrero marcou 16 gols, sendo 12 deles no Campeonato Brasileiro. Ele foi o protagonista do time que terminou em quarto na tabela e garantiu vaga na Libertadores.

Mas a sua permanência começou a ser colocada em dúvida e seus representantes pediram um alto valor para renovar o contrato do jogador. Além de um aumento substancial de salário, os representantes do jogador pediam um enorme valor de luvas, o prêmio pela assinatura do contrato. As partes não chegaram em um acordo até agora e o atacante já pode assinar um pré-contrato com qualquer clube neste momento e deixar o Corinthians no dia 15 de julho sem que o clube da capital paulista receba um centavo.

Por isso, a cada gol de Guerrero os seus representantes abrem sorrisos. Os torcedores comemoram, mas não escondem a angústia pela possibilidade de perder o melhor jogador do time. Chegou a se falar até em um interesse do Palmeiras no jogador, algo que, mais do que improvável, tem cara de notícia plantada em um disse-que-disse para pressionar o Corinthians a pagar valores mais altos do que oferece, tanto de salários quanto de luvas.

É curioso que os gols do grande nome do Corinthians cause sentimentos tão dúbios nos torcedores. Com a situação como está neste momento, se o jogador começar a fazer gols e ter atuações como teve em 2014, a angústia irá aumentar e a possibilidade de perdê-lo também. Ou, ao menos, diminuiu a possibilidade de conseguir um acordo por valores razoáveis. Afinal, a pressão para que o jogador não saia deve ser uma dos primeiros grandes problemas que a nova diretoria deve ter. A eleição no clube é no dia 7 de fevereiro. Quanto mais o tempo passa, mais pressão sobre o Corinthians. Mas, por outro lado, Guerrero também não parece ter uma proposta atraente em mãos. Nesse cabo de guerra, resta saber quem sai vencedor. Os gols do atacante, curiosamente, podem favorecer os empresários, não o clube.