Não fosse pelo pai, Roman Bürki, goleiro do Borussia Dortmund, talvez não se tornasse um jogador de futebol profissional. Quando era adolescente, seria testado no Young Boys, mas sua confiança estava tão baixa, após uma série de recusas, que ele não queria arriscar ser rejeitado novamente. Graças ao senhor Bürki, o jovem seguiu adiante e acabou defendendo o clube suíço entre 2005 e 2013.

Ele havia acabado de ser rejeitado pelo FC Thun, um clube menor que o Young Boys. A duas horas do teste, disse para o pai, que havia lhe dado uma carona, que não queria mais participar. “Meu pai realmente me forçou a ir e isso, no fim das contas, salvou minha carreira”, disse. “Eu tinha medo de falhar novamente. Eu estava decepcionado e inseguro, mas chegou o Young Boys, um clube maior que o Thun. Eu estava muito para baixo naquela época, muito decepcionado comigo mesmo. Eu sempre coloco muita pressão em mim mesmo”.

Bürki assinou com Young Boys e, inclusive, passou um tempo emprestado ao próprio Thun que o havia rejeitado. Destacou-se no Grasshopper e no Freiburg, antes de acertar com o Borussia Dortmund. E um mesmo hábito ele mantém desde a adolescência: um profissional que o ajuda a tratar da saúde mental, o que ele considera muito importante.

“Para mim, não é um tabu. Eu comecei quando tinha 16 ou 17 anos e não sabia muito do assunto, mas pensei que certamente não custaria nada. É difícil conhecer alguém o bastante para se sentir confortável a se abrir, mas qualquer coisa que ajuda nesse sentido deveria ser usada por um jogador. Você quer ser o mais consistente possível”, encerrou.