No minuto em que ficou sabendo que a Juventus havia contratado Daniel Alves, Gianluigi Buffon pegou o celular e enviou uma mensagem ao seu novo companheiro: “Nos ensine a vencer a Champions League”. O lateral brasileiro é, afinal, tricampeão do torneio, enquanto a Velha Senhora busca sua primeira taça desde 1996. Daniel Alves prometeu ajuda e está a um jogo de cumprir sua palavra: a decisão do próximo sábado, contra o Real Madrid.

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Buffon confirmou a história, em coletiva no Millennium Stadium, nesta sexta. Ao lado de Daniel Alves, foi questionado por um repórter que a havia lido em uma outra entrevista e  pediu ao goleiro que falasse um pouco mais sobre ela. “Sim, é verdade. É uma mensagem que lhe enviei assim que soube de sua contratação”, afirmou. “Ele tem sido uma revelação para mim, não como jogador, mas fora do gramado. Há muito mais dele do que você vê. Estou com 39 anos e achei que não tinha nada mais a aprender do ponto de vista emocional. Mas, para ser honesto, este ano, conversando com Dani, eu aprendi muita coisa, o que não acontecia comigo há muito tempo”.

Daniel Alves traçou o caminho da humildade: lembrou que, ao chegar à Juventus, disse que o clube não havia contratado uma estrela, “mas um trabalhador”, e que não é bem a pessoa mais indicada para dar conselhos. “Ainda mais para pessoas que conquistaram tanto no futebol. Sou um eterno aprendiz, sempre aprendendo. Quero aprender com a experiência dos meus companheiros, esta é a força do nosso grupo. Estamos juntando experiências e isso nos deixa mais unidos”, afirmou.

Buffon tem sido citado por jornalistas e companheiros de equipe como um candidato a ser eleito o melhor jogador do mundo, caso a Juventus conquiste a Champions League. Para isso, teria que desbancar Cristiano Ronaldo, vencedor de três das últimas quatro edições do prêmio da Fifa e da Bola de Ouro – que até ano retrasado era entregue em conjunto pela entidade mundial e pela revista France Football.  “Eu não sonharia em me colocar no mesmo pedestal que Cristiano. Temos funções totalmente diferentes. A minha é defender, a dele é atacar. Somos opostos. Tudo que eu posso fazer é tentar não conceder gols, mas ele é capaz de determinar muito mais o resultado da partida. Fico feliz que a imprensa veja o jogo de sábado como uma batalha entre eu e Cristiano, mas essa não é a realidade”, disse.

O goleiro de 39 anos também falou sobre o seu reencontro com Zidane, com quem duelou na final da Copa do Mundo de 2006. “Faz 11 anos e eu não estou surpreso que Zidane seja o técnico do Real Madrid atualmente. Ele manteve suas habilidades. Ele é um vencedor. Ele era um vencedor como jogador e agora é um vencedor como técnico. Ele não venceu sempre – e espero que sábado isso aconteça novamente”, encerrou.

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