Buffon no Barcelona? Segundo o agente do goleiro, quase aconteceu em 2001

Na época em que se transferiu do Parma, o camisa 1 teve a chance de escolher o Barça, já apalavrado com os gialloblù

É difícil imaginar a história recente da Juventus sem Gianluigi Buffon. Da mesma forma como o goleiro parece não combinar com qualquer outra camisa que não seja a bianconera – exceções feitas à seleção italiana e às velhas memórias do garoto imberbe que despontou no Parma. No entanto, por muito pouco, o destino do camisa 1 não foi diferente. E, na realidade, ele mesmo decidiu o seu caminho. Em entrevista ao TuttoJuve nesta semana, o empresário de Gigi revelou que o arqueiro quase se juntou ao Barcelona em 2001. Diante da proposta blaugrana, acabou preferindo se juntar à Velha Senhora, em trajetória que dura quase 16 anos.

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“Foi por pouco. Já existia um acordo entre o Parma e o Barcelona, mas ele escolheu a Juventus”, declarou Silvano Martina, falando também sobre o futuro da carreira de Buffon. “Ele decidirá quando for o tempo certo de se aposentar. Gigi está fazendo o de sempre, há anos em que ele faz mais defesas e outros em que faz menos, mas está muito focado. Além das intervenções, ele é um cara carismático que transmite um senso de segurança”.

A Juventus acertou a compra de Buffon junto ao Parma por €53 milhões, valor ainda hoje recorde para um goleiro. Já o Barcelona sofreu um bocado com os jogadores da posição no início deste século. Em 2001, os blaugranas trouxeram Roberto Bonano do River Plate. Nos anos seguintes, ainda fecharam com Robert Enke e Rüstü Reçber. Desde 1994, penavam com uma sucessão de arqueiros que não se firmavam: Carles Busquets, Vítor Baía, Ruud Hesp, Richard Dutruel e Pepe Reina estiveram na ciranda. A solução só surgiu de vez em 2003/04, com a ascensão de Víctor Valdés a partir das categorias de base.

Enquanto isso, Buffon vivia as glórias na Juve. Chegou desbancando Edwin van der Sar, que não rendeu em Turim. Estrelou os timaços do começo da década, conquistando quatro scudetti (dois deles revogados) e alcançando o vice-campeonato na Champions. Brilhou também na seleção italiana, fundamental na conquista da Copa do Mundo de 2006. Não abandonou a Velha Senhora nem mesmo com o rebaixamento, dando sua maior prova de dedicação ao reerguer o clube e colocá-lo de novo no topo do país. Por toda a veneração que recebe, certamente não tem arrependimento algum. Agora, com a chance de eliminar os catalães nas quartas de final da Liga dos Campeões.