O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas atende 90 milhões de pessoas afetadas pela fome em 83 países e agora conta com Gianluigi Buffon para atrair atenção a esta causa importante. O veterano goleiro de 41 anos foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da ONU em cerimônia realizada nesta quarta-feira, em Turim.

Quando conseguir, terá a oportunidade de visitar os países atendidos pelo programa e ajudar as comunidades com o objetivo de erradicar a fome até 2030. “Podemos vencer a fome se trabalharmos como um time”, disse o goleiro da Juventus. “Não poderia estar mais orgulhoso de ser nomeado Embaixador da Boa Vontade da agência que luta contra a fome no mundo inteiro e alcança milhões de pessoas vulneráveis”.

“Eu não me engano de achar que posso mudar o mundo, mas posso dar minha pequena contribuição ao ser um exemplo. Precisamos criar um sistema contagioso de virtudes que podem fazer o bem e, pouco a pouco, poderemos alimentar os que precisam”, continuou.

“Infelizmente, ficamos quase anestesiados pelas histórias de pessoas morrendo de fome. Eu quero arregaçar as mangas, sujar minhas mãos e derramar suor pela causa. Será uma extraordinária aventura e aceitei porque eu vi uma oportunidade para crescimento pessoal”.

“Eu quero espalhar a mensagem a todos, dentro e fora do mundo do futebol. O primeiro objetivo é conscientizar as pessoas do problema, que elas percebem ‘do meu jeito, também posso ajudar’. Quando há muitas pessoas, podemos fazer grandes coisas juntos”, completou.

Buffon havia se despedido da Juventus antes de decidir embarcar no projeto do Paris Saint-Germain. Depois de uma temporada, retornou à Velha Senhora para a reta final da sua carreira, aceitando ser reserva de Szczesny. Atuou apenas duas vezes pela Serie A, mas quis deixar claro que, apesar de ter aceitado esta nova função, continua tão comprometido quanto sempre com a profissão de jogador de futebol.

“Meu trabalho ainda é ser um jogador de futebol, e um competitivo, porque me mantenho em boa forma. Haverá tempo para estar em campo e para passar por certas situações cara a cara. Eu não quero ser apenas uma figura decorativa em frente a um cartaz. Eu não teria aceitado isso”, encerrou.