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[Vídeo] 10 minutos deslumbrantes dos melhores gols de Rivaldo

Quem nunca havia visto até poderia se enganar. Achar que aquele grandalhão fosse um tanto quanto desengonçado em seus piques. No entanto, bastava desacelerar as passadas largas para o craque parecer também parar o tempo, evidenciar-se a quaisquer olhos. Elegante. Talvez não haja palavra melhor para definir o trato de Rivaldo com a bola. Seus domínios a deixavam em um sono profundo. Os dribles anteviam as jogadas para que ela não fosse usurpada por pés estranhos. Era acordada apenas com o grito de gol, depois de uma finalização que a ninasse para o fundo das redes. Assim, o camisa 10 acumulou dezenas de golaços na carreira. Assim, se fez um dos melhores jogadores que o futebol brasileiro já teve.

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A carreira do pernambucano pode não ter sido impecável. Teve, sim, alguns momentos de baixa. Normal, mesmo para um grande craque. O que não se pode negar são os ápices de Rivaldo ao longo dos anos 1990 e 2000. Foram vários. Viveu glórias com a maioria das camisas que vestiu. Em especial, por Palmeiras e Barcelona, clubes pelos quais atuou de maneira mais duradoura. E, claro, pela Seleção. Quem vai se esquecer daquela partidaça contra a Dinamarca em 1998? Ou dos três gols diante da Argentina em 1999? Da Copa de 2002, com certeza, quem viu não se esquece. Ronaldo ganhou a Bola de Ouro, mas Rivaldo também merecia. Jogou o fino e teve brio para ser o grande construtor do penta.

Rivaldo confundia muitos: era meia ou atacante? Possuía a classe do grande armador com o poder de definição do artilheiro. Pouco importava quando ele resolvia. Inegável era a qualidade de sua canhota, a maneira como a camisa 10 se tornava a sua segunda pele. Não à toa, acumulou troféus e quase todos os prêmios individuais imagináveis. Entra nas primeiras posições de qualquer lista sobre os melhores de seu tempo e também figura entre os maiores da história. Afinal, a classe no trato com a bola é inesquecível a qualquer época.

No dia em que Rivaldo completa 44 anos, assista a 10 minutos de seus golaços, compilados pelo ótimo HeilRJ:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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