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Veja o que promete a tecnologia nos novos uniformes da Seleção e das novas chuteiras da Nike

O ano de 2016 é importante para a seleção brasileira. Há duas competições importantes e muito próximas entre si. Em junho e julho, a Copa América Centenário, disputada nos Estados Unidos, com não só as seleções da América do Sul, mas também as da Concacaf, da América do Norte e Central. Em agosto, a Seleção busca o ouro na Olimpíada do Rio. Nesta semana, a Nike, patrocinadora do COI e da CBF, apresentou os uniformes que o Brasil usará nas Olimpíadas.

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Os uniformes para 2016 trarão os novos uniformes Vapor, que usam a tecnologia Nike Aeroswift. Martin Lotti, diretor criativo da Nike, diz, em comunicado, que os uniformes foram criados para garantir mais velocidade. As camisas trazem a palavra “Brasil” embaixo do escudo e também na parte de trás da gola. Há também as palavras “Amor” e “Orgulho” nas parte interna das mangas (vocês pensaram na irritante musiquinha do “Sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amor”? Eu também).

Na parte interna do escudo, haverá a inscrição “Nascido para jogar futebol”, que já foi usada em coleções passadas. Há também uma listra lateral verde na camisa, de alto a baixo. Os calções são os azuis tradicionais, com detalhes em branco, enquanto os meiões são brancos.

O segundo uniforme tem as camisas azuis. Na parte superior das costas e das mangas, o tom de azul é mais claro, em uma mistura de azul e branco. O calção é branco, mas também com a opção de ser azul no mesmo tom da camisa. Os meiões são azuis em degradê para branco.

A tecnologia Nike Aeroswift Vapor, segundo a empresa, faz com que os uniformes fiquem 10% mais leves e 50% mais flexíveis. O uniforme utiliza um novo fio texturizado, de alto desempenho, que a Nike alega que afasta o suor da pele 20% mais rápido.

Todos os uniformes são feitos de poliéster reciclado, que tem como base garrafas plásticas que são derretidas e produzem fios finos para compor o tecido. Cada uniforme usa, em média, 16 garrafas plásticas, retiradas de aterros sanitários, para ser produzida. O comunicado da Nike informa que a empresa desviou dois bilhões de garrafas plásticas de aterros sanitários, o que seria suficiente para cobrir 3.500 campos de futebol. Além disso, o uso do poliéster reciclado reduz em 30% o consumo de energia em todo processo de produção. A Nike informa que esse processo pode ser conferido no site nikebetterworld.com.

Os novos uniformes da Seleção estão disponíveis nos revendedores oficiais desde o dia 24 de março.

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Tecnologia nas chuteiras

A Nike também anunciou que sua nova linha de chuteiras traz a tecnologia anti-clog. Ela foi criada para que as chuteiras não acumulem barro, algo comum de acontecer. A ideia, segundo a empresa, é melhorar o desempenho dos jogadores em campos molhados e enlameados.

“A lama sempre representou problemas desagradáveis, mas aparentemente aceitáveis até hoje”, diz Max Blau, Vice-Presidente da Nike Futebol para Calçados. “Os jogadores se habituaram a bater uma chuteira contra a outra ao sair do campo, batê-las nas traves, ou a esfregar as solas na grama ou num arbusto, para tirar a lama. E o pior: num campo enlameado, o atleta reduz a velocidade e precisa ser mais cuidadoso, já que os pés ficam mais pesados e com menos tração. O objetivo da Nike Futebol é ajudar o atleta a jogar em alta velocidade, não importa a situação do campo. Por isso temos o compromisso de resolver esse problema”.

O sistema Anti-Clog significa “anti-entupimento” em inglês e evita que a lama grude na sola da chuteira. Ela será utilizada nos modelos Tiempo, Magista e Hypervenom e trarão no calcanhar o hexágono usado como símbolo da tecnologia. A Nike ainda informou que a tecnologia ainda não tem previsão de venda no Brasil.

A empresa também apresentou um novo modelo da Nike Mercurial Superfly, chuteira de uma linha tradicional da empresa – usada desde os tempos de Ronaldo Fenômeno.

O foco deste modelo é a velocidade. O design e os materiais são pensados para isso. É o modelo usado e pensado a partir de Cristiano Ronaldo.

“Para quem joga em alta velocidade, é fundamental ter a confiança de que será possível frear numa fração de segundo”, explica Jeongwoo Lee, Líder de Design da Nike Futebol. “Quando o atleta não tem certeza de que pode parar no momento necessário, acaba reduzindo a velocidade por precaução. É o mesmo princípio de quando se dirige um carro”.

Segundo a Nike, este novo modelo de chuteira estará disponível para venda no dia 31 de maio no Nike.com e a partir do dia 2 de junho nas lojas selecionadas.

Com tudo isso aí de tecnologia, você já deve imaginar que nada disso deve sair barato, não é? Os preços ainda não foram anunciados, mas se nós bem conhecemos, as camisas custarão perto de R$ 250 e as chuteiras devem custar muito mais do que isso. Veja as imagens e tire suas próprias conclusões:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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