Brasil

Todos os santos

O Bahia acabou com o jejum de títulos, depois de 11 anos de espera. A torcida em Pituaçu comemorou muito a conquista, que foi logo contra o maior rival, Vitória. Um título que é uma homenagem à torcida, que tanto faz pelo clube, com seu apoio que ajudou a carregar o time de volta à Serie A. E que o manteve lá em 2011. Mas as duas torcidas sofreram bastante.

O Vitória saiu na frente, o Bahia empatou ainda no primeiro tempo e os rubro-negros voltaram a virar no segundo tempo. O empate por 3 a 3 veio no final e garantiu ao time o seu título de volta. É importante que o time consiga quebrar a hegemonia do rival, especialmente para retomar a autoestima. Afinal, se o estadual atualmente não tem mais o valor que tinha há 15 anos, serve para montar o time e dar moral. No caso do Bahia, isso é muito importante. É mais um capítulo na história de reconstrução do time, depois de ficar na Série C duas temporadas até começar a subir novamente.

É importante dizer também que a arrecadação do Bahia é maior do que a do Vitória nas cotas de TV, o que leva o time a ter mais responsabilidade em fazer boas campanhas no campeonato local. E o time fez valer, com o melhor desempenho no estadual, seja na fase de classificação, seja na fase final.

Na primeira divisão, com uma torcida grande e fanática e um time que, se não dá para brigar pelo título, é bom o suficiente para fazer o time ficar entre os dez primeiros. Sonhar com Libertadores é possível, mas seria uma façanha. Não é para tanto. Mas tem alguns jogadores que merecem atenção.

Lulinha, por exemplo, não é o craque que prometia nas categorias de base do Corinthians, mas é um jogador importante para o time. Suas atuações, desde 2011, tem sido boas. Tanto que faz falta quando não está em campo. Marcelo Lomba foi um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro em 2011 e continua sendo um jogador consistente e confiável. Mas o jogador que mais merece atenção é Gabriel. O meia é um dos responsáveis pelo ótimo rendimento ofensivo do time no estadual e jogador de muito potencial. Tem tudo para ser destaque do time também no Brasileiro.

O elenco não é espetacular, mas nomes como Morais (ex-Vasco e emprestado pelo Corinthians) e Vander (que foi para o Flamengo e voltou ao Bahia, também por empréstimo) são reservas no Bahia. Certamente é importante ter jogadores de bom nível na reserva para aguentar os 38 jogos do Brasileiro. Precisa de uma boa campanha para se consolidar como time de Série A e começar a pensar em voltar à Libertadores. Com pés no chão, pode ser possível pensar nisso nos próximos anos.

Curtas

– Santa Cruz, mesmo com orçamento menor do que os rivais Náutico e Sport, leva o bi do Pernambucano. E com todos os méritos. Mostrou que é um time forte e teve postura de campeão para ganhar o título na casa do rival, depois de empatar em casa. A missão agora é ir bem na Série C e voltar à Série B.

– Neymar, 20 gols no Paulista, 27 gols em 25 jogos no ano. Apesar dos muitos jogos fracos, tem partidas da Libertadores nesse meio. Ou seja, merece menção honrosa. Cada vez mais craque.

– Título carioca do Fluminense é bom para o clube, claro, mas a preocupação pela ausência de Fred e Deco no jogo contra o Boca Juniors é grande. Os xeneizes não são um esquadrão, mas estão longe também de serem desprezíveis. Ainda mais na Libertadores, com a camisa que possuem. Tecnicamente, o Flu é melhor. Mas sem seus dois principais jogadores, a missão será dura.

– A convocação de Mano Menezes é próxima do ideal para um time olímpico, ou seja, sub-23. Muitos reclamaram da ausência de Ramires, mas ele está acima da idade em um setor que o time tem boas opções. Os três acima da idade terão que ser na defesa e talvez no gol. É possível mudar um ou outro nome, mas a maioria é compreensível. E o Brasil entra como um dos favoritos.

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Equipe Trivela

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