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Sete revelações em finais da Copinha que não vingaram como profissionais

Clubes mais populares do país, Corinthians e Flamengo enfrentam-se nesta segunda-feira  pela final da 47ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O mais tradicional torneio de categorias de base do Brasil já serviu como plataforma para revelar muitos jogadores que posteriormente escreveram seus nomes na história do futebol do país como profissionais, como Neymar, Kaká, Raí, Djalminha e Luizão, entre tantos outros. A final de uma Copinha é um jogo muito visado, em que os holofotes estão todos sobre aqueles garotos em um momento em que a temporada no Brasil ainda não começou. Uma atuação grandiosa é a chance de cair na boca do povo e catapultar sua carreira.

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Apesar disso, brilhar em uma decisão de Copa São Paulo não é suficiente para se ter uma carreira brilhante, e é isso que relembramos abaixo. Observando finais do torneio de 2011 para trás, listamos alguns dos atletas que, quando jovens, foram decisivos nos títulos de suas equipes na competição, mas que, posteriormente, não conseguiram brilhar na elite do futebol nacional.

Nunes – Palmeiras 2 (3)x(5) 2 Santo André – 2003

Centroavante do Santo André campeão da Copinha em 2003, Nunes foi essencial para o título do Ramalhão ao fazer a jogada derradeira que garantiu um pênalti para a equipe do ABC. O time perdia por 2 a 1 para o Palmeiras de Vágner Love quando, no fim do jogo, o atacante do Santo André foi derrubado. Com o empate no tempo normal, o Santo André bateu o Alviverde nos pênaltis e ficou com a taça. Como profissional, Nunes se destacou por times do interior de São Paulo, mas nunca brilhou nos times grandes em que teve chance, como Vasco e Sport. Aos 33 anos, defende o Botafogo de Ribeirão Preto, onde é ídolo.

Dinélson – Corinthians 3×1 Nacional-SP – 2005

Diante de um Pacaembu lotado de corintianos, o meia-atacante Dinélson foi o grande nome da decisão que valeu ao Corinthians sua sexta conquista de Copa São Paulo. O time perdia por 1 a 0 para o Nacional, quando o habilidoso jogador garantiu a virada com dois gols (Bobô fechou o placar), o segundo deles uma pintura, por cima do goleiro. Trazido do Guarani, Dinélson teve duas passagens pelo Corinthians, sendo emprestado em várias oportunidades. Rodou por equipes como Atlético Mineiro, Coritiba e Paraná, mas nunca correspondeu às expectativas que se tinha sobre ele após a Copinha.

André Zuba – América-SP 0 (3) x (1) 0 Comercial – 2006

América de São José do Rio Preto e Comercial de Ribeirão Preto fizeram, em 2006, uma daquelas finais entre duas surpresas da competição. Sem gols no tempo regulamentar, o herói do título precisaria vir dos pênaltis, e André Zuba, goleiro do América, ficou com o posto. O arqueiro defendeu duas cobranças e ainda converteu uma para dar o título da Copinha para o clube. Tendo passado pelas categorias de base de Santos e Palmeiras e defendido uma série de equipes de pouca expressão, André atua pelo Guarany de Sobral, tendo passado justamente pelo Comercial no ano passado.

Anderson – Cruzeiro 1 (6)x(5) 1 São Paulo – 2007

A equipe que garantiu ao Cruzeiro seu primeiro e único título na história da Copinha era repleto de bons talentos. O atacante Guilherme foi o principal deles, mas havia gente boa em todos os setores. Uma dessas promessas era o lateral Anderson. Autor do gol da Raposa no tempo normal da final com o São Paulo, o atleta foi incorporado ao time principal e teve suas oportunidades em campo, mas não se firmou e acabou negociado. Após passagens por clubes do interior de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso, defende o Americana.

Jadson – Corinthians 2×1 Atlético Paranaense – 2009

Ao falar de Jadson e Corinthians, a primeira lembrança que chega à cabeça do torcedor é a da saída do camisa 10 da conquista do Brasileirão do ano passado. Entretanto, um outro Jadson vestiu a camisa do Alvinegro, mas sem conseguir se firmar. Autor de um golaço na final da Copinha de 2009 contra o Atlético Paranaense, o meia foi promovido ao time principal por Mano Menezes naquele ano, mas, após algumas partidas, acabou emprestado para o Nacional e, posteriormente, para Icasa e Comercial. Após o fim de seu contrato, rodou por outros times do interior e, no ano passado, defendeu as cores do Votuporanguense, que disputa a Série A3 do Paulistão. No início deste ano, fechou com o Nacional-SP.

Ronieli – São Paulo 1 (3)x(0) 1 Santos – 2010

O Santos havia largado na frente na decisão com o São Paulo com gol de Renan Mota no início do jogo, mas Ronieli apareceu aos 40 do segundo tempo para anotar um golaço espetacular, com um sem-pulo de costas para o gol, igualando em 1 a 1 e levando o Tricolor à disputa de pênaltis, em que o time venceria por 3 a 0. Nunca conquistou seu espaço no time, apesar de, já em 2008, ter feito parte do elenco que disputou a Libertadores, quando tinha apenas 16 anos. Emprestado para diversos clubes do exterior, o atacante, agora conhecido apenas como Roni, defende o Adanaspor, da segunda divisão turca.

Frauches – Flamengo 2×1 Bahia – 2011

Apesar de ser zagueiro, Frauches, capitão do time campeão da Copinha em 2011, gravou seu nome na final contra um Bahia com um golaço digno de atacante de primeira linha. Abriu o placar da decisão logo aos sete minutos com uma bomba de perna esquerda, acertando o ângulo do goleiro tricolor. Pelo desempenho na competição e a liderança mostrada na conquista, foi integrado ao time principal, mas não se firmou. Aos 23 anos, começa o ano tentando a sorte no Boavista, para o qual foi emprestado após ter passado os últimos meses de 2015 no Macaé, que disputou a Série B.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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