Brasil

Salve o Corinthians

Tradição, muita história e torcida apaixonada. São alguns dos elementos que formam esse clube que é dos maiores do Brasil. O Corinthians completa 100 anos de vida e traz em as história o seu DNA: o corintianismo.

O time tem uma relação com a torcida que marca a relação do clube para o bem ou para o mal há anos. A torcida corintiana acompanha o time com frequência, não apenas numericamente e mantendo uma boa média de público no estádio, mas também no seu comportamento. O apoio quase irrestrito durante os jogos é notável e, muitas vezes, acontece mesmo nas derrotas.

Esse apoio fanático, porém, tem um preço. A cobrança no Corinthians é sempre muito grande, do tamanho do que o clube representa para a sua torcida e do tamanho que sua torcida representa para o clube. Na história do clube, há episódios que mostram os dois lados.

Entre 1954 e 1977, foram 23 anos sem qualquer título. Algo que, pare um clube grande, é perturbador e um grave motivo de crise. A torcida corintiana, porém, não desistia. Se manteve fiel – eis que o nome da torcida organizada não é à toa – e continuou crescendo. Em 1977, quando o time finalmente saiu da fila e levou o título do Campeonato Paulista, a festa foi tão grande naquela quinta-feira que a sexta tornou-se feriado em São Paulo. As crianças não tiveram aula na escola. Um acontecimento monumental, que mostra o tamanho do clube.

Em um momento de crise, porém, a situação pode se inverter. Em 1974, quando o time passava pela crise do jejum dos títulos, um craque foi escorraçado do clube pelo seu comportamento dentro de campo. Roberto Rivellino, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e também do Corinthians, foi considerado o culpado pela derrota na final do Campeonato Paulista para o arquirrival Palmeiras.

Outro ponto que causa crise no Parque São Jorge é a Libertadores. A obsessão por ela é justificável – todos os rivais conseguiram a conquista. O presidente Andrés Sanchez, porém, em seu discurso pós-eliminação para o Flamengo, disse algo que todo corintiano deveria lembrar: para ganhar a Libertadores, é preciso participar dela sempre. Desse modo, a conquista é inevitável: hora ou outra, chegará.

A questão do estádio, outra lacuna na história do clube, parece perto de ser preenchida. O clube deve ganhar um estádio, com todos os problemas que estamos acostumados a ver no Brasil, um país imoral para esse tipo de coisa: isenção fiscal, pedido pessoal do governo a uma empreiteira e, no fim, é capaz que ainda entre dinheiro público diretamente, porque essa história nós conhecemos bem. Uma lacuna será preenchida, mas o custo dela é que precisa ser pensado.

Isso tudo só acontece porque o Corinthians representa uma nação. Sua importância para o Brasil e especialmente para São Paulo é gigantesca. O evento da virada do centenário, no Anhangabaú, mostra isso. A polícia militar estima mais de 100 mil pessoas, em plena terça-feira. O Corinthians merece a festa. São 100 anos de muita história, tradição e uma contribuição enorme para o futebol.

De volta ao Brasileirão

Poucos esperavam que o São Paulo chegasse no Rio de Janeiro e fizesse o primeiro tempo que fez contra o Fluminense. Foi superior ao rival, mesmo saindo perdendo logo de cara e poderia ter decidido o jogo. Não decidiu e viu um Fluminense que voltou com fome para o segundo tempo e empatou o jogo.

Embora a crise no São Paulo já seja muito maior do que as quatro linhas do gramado, é nele que vamos nos concentrar. E lá, o São Paulo mostrou evolução. Jean mostrou que ser jogado na lateral ou na ala direita é um desperdício. O jogaodr tem muito mais a oferecer atuando no meio-campo, onde tem forte poder de marcação e habilidade para sair bem para o jogo.

O time ainda sentiu falta de um atacante que pudesse jogar entre os zagueiros. Sem Fernandão no segundo tempo e com Ricardo Oliveira machucado, o time perdeu a referência. O mais importante é que a equipe mostrou reação, o que mostra que ao menos rebaixado o time não deve ser.

É justamente essa reação que falta ao Atlético Mineiro. Luxemburgo parece cada vez mais perdido em como montar esse time, que tem ótimos nomes no papel, mas péssimo futebol em campo. O time dá sinais de que, sim, pode repetir os erros do passado e novamente acabar na Série B.

O Palmeiras, por sua vez, parece com ânimo, ainda que o time seja o mesmo fraco de antes. Aos poucos, o time tem descoberto alternativas e Felipão parece cada vez mais dono do elenco. Com Inter e Santos entre os quatro primeiros, o Palmeiras até vislumbra uma possibilidade de chegar à Libertadores no ano que vem.

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Equipe Trivela

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