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Parabéns, Taffarel! Assista a um vídeo com todas as defesas do camisa 1 em Copas

“Sai que é sua Taffarel!”. Você pode não gostar de Galvão Bueno, é normal. Mas a frase do narrador certamente te provoca nostalgia. Outros tempos do futebol brasileiro. De um dono absoluto do gol: Claudio André Mergen Taffarel. Por dez anos e três Copas do Mundo, o camisa 1 simbolizou a Seleção em 108 partidas oficiais. Competiu com Zetti, Carlos Germano, Dida, Carlos e outros grandes goleiros. Apesar das oscilações e de algumas fases difíceis na carreira, ninguém o tirou da meta. Para conquistar uma Copa do Mundo e realizar tantas outras defesas inesquecíveis, com as que barraram a Holanda em 1998. Lenda que completa 49 anos nesta sexta.

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O precoce Taffarel surgiu como um monstro no Internacional, melhor goleiro de duas edições do Brasileirão. Estourou nas Olimpíadas de 1988, especialmente depois das semifinais contra a Alemanha Ocidental, quando pegou três pênaltis. E se manteve na Seleção, enquanto seguia a carreira no Parma, na Reggiana e no Atlético Mineiro. Nem sempre esteve no auge nesses clubes, especialmente quando foi deixado de lado no Parma por causa do limite de estrangeiros e, sem vínculo, disputou um campeonato amador na Reggio Emilia para manter a forma. Um ano antes de se eternizar no Mundial de 1994.

Como acontece com todo bom goleiro, Taffarel teve seus frangos marcantes. Nada que atrapalhe sua imagem. Afinal, o camisa 1 se transformava em um monstro nos momentos decisivos, sobretudo nas disputas de pênaltis. Sofreu apenas 15 gols em 17 partidas de Copas, sendo apenas cinco nos Mundiais de 1990 e 1994. E, mesmo sendo vazado tantas vezes em 1998, fez uma das maiores partidas de um arqueiro na história do torneio. Encerrou a carreira na Seleção com os gols de Zidane na final, mas permaneceu idolatrado no Galatasaray campeão da Copa da Uefa (fazendo milagre contra Henry na decisão) e no Parma campeão da Copa da Itália.

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O Brasil contou com grandes goleiros nos últimos 25 anos. Muitos deles, ídolos absolutos em seus clubes. Mas nenhum deles conseguiu ser tão emblemático para todo país quando Taffarel. Quantos meninos, brincando de goleiro, não soltaram o grito “sai que é sua Taffarel” depois de uma defesa? O maior sinal do tamanho de um gigante.

Abaixo, um compilado com as grandes defesas de Taffarel em suas três Copas do Mundo. Além dos famosos pênaltis, detalhe também para os milagres na falta de Maradona em 1990 e no arremate à queima-roupa de Kluivert em 1998.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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