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Os 70 anos de Tostão, o gênio que se reinventou e foi craque em diferentes áreas

Quando se escrevia sobre as virtudes de Tostão, desde os primeiros anos de sua carreira no futebol, os comentários convergiam. Quase sempre elogiavam o atacante por sua inteligência acima da média. O rapaz franzino tinha, claro, uma qualidade técnica expressa, seja nos dribles em curto espaço ou nos gols. Mas conseguia ir além. Chamava atenção pelos toques rápidos e a intensa movimentação. A maneira como conseguia estar em diversos pontos do campo e abrir espaço aos companheiros. A capacidade de interpretação que o adaptava a diferentes situações. Análises que, hoje, fazem ainda mais sentido olhando para os rumos da vida do mineiro, diante de tudo o que ele enfrentou e conquistou.

O menino Tostão, que uniu o futebol simples e ao mesmo tempo requintado para escapar das entradas dos garotos maiores nas peladas de seu bairro, usou o raciocínio privilegiado de vários jeitos nas décadas posteriores. Triunfou no Cruzeiro e na Seleção. Superou o fim de carreira traumático, para se tornar um médico bem sucedido. Promoveu outra reviravolta em sua vida profissional, igualmente acertada, para se transformar naquele que, para muitos, é o melhor analista e cronista do futebol brasileiro dos últimos 20 anos.

Ao longo da vida, Tostão nunca perdeu o interesse pelo conhecimento. Ia na contramão de muitos de seus companheiros de futebol, pelo gosto musical um tanto quanto politizado. Gastava o seu tempo livre com leitura e estudos, algo intensificado depois que ingressou na medicina. O craque que abandonou os campos por um problema nos olhos sempre teve uma visão privilegiada, para o futebol e para a vida, sempre ponderado e sempre profundo. O homem que “aprendeu nos livros de Dostoiévski, Sartre, Camus, Machado de Assis, Hermann Hesse, Freud e outros, e nas poesias de Pessoa e Drummond, muito mais da vida e da morte do que na medicina e na dissecação de cadáveres”.

Este é o grande diferencial de Tostão. Aquele que não se contentou em ser gênio apenas nos gramados, e levou essa sede pelo saber a tantos outros campos. No fim, todos somos aprendizes do craque, que completa 70 anos nesta quarta. Não apenas por aquilo que fez e por aquilo que faz, mas também pela maneira de encarar a vida. O senhor dos muitos “quases”, como escreveu em sua biografia, foi completo como pouquíssimos.

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“Por muito pouco, muitos “quases”, por instantes fugazes e por acasos, a vida muda, ganhamos e perdemos. Quase não fui à Copa de 1970 por causa de um descolamento da retina. Quase não fui titular porque Zagallo achava, inicialmente, que o time teria de ter um típico centroavante. Quase deixei a medicina e me tornei psicanalista, após fazer minha análise pessoal e o curso de formação de psicanálise. Quase fui campeão do mundo em 2002, como diretor técnico, se tivesse aceitado o convite da CBF. Quase joguei na Itália, se na época não houvesse a proibição de contratar estrangeiros. Quase não fui médico, se não tivesse tido a contusão no olho. Quase não volto ao futebol, se tivesse sido professor da UFMG. Tive muitos outros “quases” na vida. “Viver é um descuido prosseguido” (João Guimarães Rosa)”.

Tostão, em Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol

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A relação do pequeno Eduardo Gonçalves de Andrade com a bola começou por volta dos seis anos de idade, no campinho do IAPI, o conjunto habitacional onde cresceu em Belo Horizonte. Todos os dias, após cumprir suas tarefas escolares, ia jogar futebol. Na mesma época, também entrou para o time da Associação Esportiva dos Industriários. E já se destacava, atuando com garotos alguns anos mais velhos. Nestes tempos, aliás, é que surgiu o apelido de Tostão. Mirrado, o menino acabava relegado à ponta esquerda, para não ter tanto contato com os adversários maiores. Ainda assim, aprontava das suas, desde já muito talentoso.

O primeiro passo rumo à carreira profissional aconteceu em 1961, aos 14 anos. Primeiro, jogou no futebol de salão do Cruzeiro. Mas sua história com a camisa celeste sofreria uma breve interrupção. O garoto chamou a atenção do América Mineiro, que o levou para os juvenis com um contrato amador. Era um sucesso estrondoso na base do Coelho, time de coração de seu pai, e logo passou a integrar o forte elenco principal do clube, base da seleção mineira. Chegou mesmo a atuar em duas oportunidades com a equipe, embora tenha quebrado o braço às vésperas de sua principal chance, contra o Atlético.

Obviamente, outros clubes passaram a crescer o olho na contratação de Tostão. E sua história mudou em 1963, aos 16 anos. O Cruzeiro ofereceu uma fortuna para contar com o jovem. O pai de Tostão até tentou fazer uma contraproposta ao América, pedindo só metade do montante. No entanto, ouviu que o futebol do filho não valia tanto assim. O negócio foi fechado numa sexta-feira, justo no dia do casamento de Felício Brandi, dirigente da Raposa. O cartola chegou ao altar com uma hora de atraso, por causa dos trâmites da assinatura. Sem dar explicações, quase teve o matrimônio cancelado. Mas certamente não se arrependeu. Naquele momento, assegurava também o maior ídolo da história cruzeirense.

Em abril de 1963, semanas após a transação, Tostão já apareceu em campo pelo Cruzeiro, diante da Siderúrgica. A idade não era empecilho para o novato logo ganhar espaço no esquadrão que se formava na Toca da Raposa. Tanto que já era titular da equipe na disputa do Campeonato Mineiro de 1963. Na edição seguinte, também se transformou no artilheiro do time, autor de 13 gols. E finalmente levantaria a taça no estadual de 1965, a primeira de suas cinco conquistas consecutivas na competição. O jovem estava impossível naquele certame, autor de 16 gols em 18 partidas. Não só garantiu a participação dos cruzeirenses na Taça Brasil, como também consolidou sua ascensão rumo à seleção brasileira.

Tostão-IV

O desfecho do Mineiro aconteceu em fevereiro. Semanas depois, Tostão foi chamado por Vicente Feola para a inchada preparação da Seleção rumo à Copa do Mundo de 1966. O garoto era pouco conhecido além de Minas Gerais, mas apresentou o suficiente para assegurar seu espaço no elenco que viajou à Inglaterra. Quase sempre atuando com a camisa 10, marcou seis gols em sete amistosos preparatórios. Já no Mundial, fez história, apesar da fraca campanha brasileira, encerrada ainda na primeira fase. O atacante entrou no lugar de Pelé no duelo com a Hungria, vencido pelos magiares por 3 a 1, com show de Flórián Albert. Coube ao cruzeirense anotar o tento de honra, o primeiro de um jogador da Seleção que não atuava por clubes de Rio ou São Paulo em Copas. De certa maneira, o jovem representava uma mudança nos eixos do futebol nacional.

A Copa do Mundo também auxiliou Tostão em seu aprimoramento como jogador. Até então, o adolescente era conhecido por sua perna esquerda magistral, mas apresentava uma deficiência clara com a direita, com a qual pouco chutava. Sob conselho do preparador físico Paulo Amaral, passou a trabalhar intensamente a defasagem. Esticava os treinamentos no Cruzeiro para praticar 200 chutes por dia com a perna “fraca”. Surtiu efeito. O mineiro se transformou em um craque bem mais completo.

E o ápice de Tostão se tornou inegável nos últimos meses de 1966. Ele foi um dos protagonistas na conquista da Taça Brasil, em esquadrão celeste estrelado também por Dirceu Lopes, Piazza, Raul, Natal, entre outros. A primeira prova de força veio nas quartas de final, com o jovem decidindo a classificação contra o fortíssimo time do Grêmio. Depois, os cruzeirenses não tomaram conhecimento do Fluminense, ganhando os dois jogos dos tricolores. E na decisão, a derrota mais contundente sofrida pelo Santos de Pelé. O Peixe vinha de cinco conquistas seguidas no torneio. Tomou cinco gols apenas no primeiro tempo do duelo no Mineirão, com massacre mineiro por 6 a 2. Tostão deixou o seu, enquanto Dirceu Lopes desequilibrou com três tentos. Já na volta, 3 a 2 no Pacaembu, para ratificar a superioridade da Raposa. Os santistas fizeram 2 a 0 na primeira etapa e Tostão chegou a perder um pênalti, mas comandou a virada na volta do intervalo, com gol e assistência. Com vitórias tão contundentes, ninguém questionava a grandeza do campeão. E muito menos o talento do craque cerebral, às vésperas de completar 20 anos.

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A partir de então, a admiração por Tostão rompia os limites dos estados. O atacante continuava fazendo estrago no Campeonato Mineiro, campeão também de 1966 a 1969, e artilheiro do torneio em três destas edições. Somando as cinco campanhas do pentacampeonato do Cruzeiro, o craque anotou 92 gols em 98 jogos. Era uma sumidade nos primeiros anos do recém-construído Mineirão. E figurava sempre com destaque nas competições nacionais, mesmo sem repetir o sucesso de 1966.

Já na Seleção, a presença de Tostão era inquestionável. O mineiro ganhou a confiança de Aimoré Moreira, virando titular durante os amistosos disputados entre 1967 e 1968. O problema mesmo era como encaixar ele e Pelé no time titular, considerando que os dois ocupavam a mesma posição em seus clubes. Nos últimos jogos com o treinador, porém, os dois já começaram a aparecer juntos em campo. Até que João Saldanha ratificasse a parceira, a partir de 1969. Atuando um pouco mais à frente, o cruzeirense estava voando. Brilhou na campanha das Eliminatórias, com 10 gols em quatro jogos – e, para orgulho de Paulo Amaral, a maioria com o pé direito. Isso até o acidente que transformou a sua carreira.

Em outubro de 1969, durante um duelo do Cruzeiro contra o Corinthians, Ditão tentou afastar o perigo da área com um chute forte. A bola acertou em cheio o olho de Tostão. Deslocamento de retina, justo em seu melhor momento pela Seleção. O craque foi operado em Houston e passou por uma longa recuperação. O moral era tanto que João Saldanha permitiu que o mineiro terminasse de se recuperar nos Estados Unidos para se juntar ao restante do elenco brasileiro, na preparação à Copa de 1970. Confiança que permaneceu mesmo com a saída do técnico e a chegada de Zagallo. Em abril, o atacante recebeu alta dos médicos. Voltou a vestir a camisa amarela em abril, já na reta final da preparação ao México.

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Tostão continuou entre os titulares, apesar dos conceitos diferentes entre Saldanha e Zagallo, que preferia um jogador mais de área. Mesmo sem ritmo de jogo e passando por uma preparação física distinta, seguia com créditos. Atuava como 9, em teoria o homem de referência, mas que na realidade abria espaços para os outros tantos craques da companhia. Sua grande atuação no México aconteceu na segunda rodada, diante da Inglaterra, então campeã do mundo. O jogo duro dos britânicos não intimidou o mineiro franzino. Pelo contrário, só potencializou suas habilidades, de toques rápidos e muita movimentação. Até o lance que o eternizou nas Copas. No banco, Tostão viu a movimentação de Roberto Miranda, jogador de Zagallo no Botafogo e preferido pelo técnico como um 9 mais físico. Isso mexeu com os brios do jovem, que fez uma jogadaça individual. Deu uma caneta em Bobby Moore, deixou Tommy Wright no chão. Deslocou a marcação, até cruzar para Pelé. E o Rei passou para Jairzinho rompendo os ares, anotando o gol da vitória. O cruzeirense ainda foi substituído, mas não saiu mais do time.

No fim das contas, Tostão marcou apenas dois gols na Copa do Mundo, ambos na vitória sobre o Peru nas quartas de final. Seu valor, todavia, vai muito além disso. Ele também arrebentou na semifinal contra o Uruguai, com seus passes construindo o triunfo por 3 a 1. Já na decisão, contra a Itália, desempenhou um papel muito mais tático, prendendo a linha de zaga. Importância sem a bola, expressa no lendário gol de Carlos Alberto. Se você prestar muita atenção, Tostão está lá, do início ao fim. É ele quem ajuda a recuperar a bola, reforçando a marcação pela esquerda, com Everaldo. Vai ao ataque. E dá a dica para Pelé sobre a chegada de Carlos Alberto, em uma jogada ensaiada para aquela tarde no Estádio Azteca. O camisa 9 se sagrava também tricampeão do mundo.

Unanimidade no Cruzeiro, Tostão não conseguiu manter o mesmo nível no clube durante os meses posteriores. Até seguia firme na Seleção, apontado como o “herdeiro” de Pelé após a despedida do Rei na equipe nacional, em 1971. Todavia, o craque não conseguiu levar a Raposa ao hexa estadual, ao mesmo tempo em que o Atlético Mineiro ganhava os holofotes nacionalmente, com a conquista do Brasileiro de 1971. Já no ano seguinte, uma disputa de bastidores culminou na saída do ídolo. Durante uma excursão à Ásia, a diretoria cruzeirense anunciou a saída do técnico Orlando Fantoni, sem comunicar os jogadores. Seria contratado Yustrich, com um perfil disciplinador, para colocar “ordem” no elenco. A decisão unilateral não agradou nada Tostão, que entrou em litígio com o presidente Felício Brandi. Seu contrato terminaria em junho e ele cogitava até mesmo encerrar a carreira aos 25 anos se não pudesse deixar o clube. Em abril de 1972, fez suas últimas aparições com a camisa celeste, após nove anos no elenco principal. Anotou 245 gols em 383 partidas.

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Alguns clubes se mobilizaram pela contratação, especialmente os quatro grandes cariocas. O Botafogo recuou chamando de absurdo o preço do passe. O Flamengo também apresentou proposta, mas tinha interesse mais tímido em vista dos grandes gastos que já tinha feito nas contratações de Paulo César Caju, Rogério e Renato. O São Paulo, único paulista a se manifestar, não atingiu o valor pedido. Havia ainda uma equipe mexicana, cujo nome não foi revelado, mas Tostão já se decidira por não deixar o país. Restaram Fluminense e Vasco. O Tricolor tinha prioridade e contava ainda com o fato de ser o clube da simpatia de Tostão no Rio. Ofereceu Cr$ 2,5 milhões. O Vasco pediu um pouco mais de tempo e conseguiu reunir Cr$ 3 milhões entre seus “cardeais”, como o empresário Arthur Sendas. Em 10 de abril, o Cruzeiro aceitava a proposta do Vasco, em valor recorde pago entre clubes brasileiros até então.

Tostão teve recepção digna de campeão do mundo na chegada ao Rio. Deixou o aeroporto Santos Dumont em caminhão do corpo de Bombeiros, percorrendo o centro da cidade até a sede de São Januário, onde foi recebido por um estádio lotado para fazer exames médicos e assinar o contrato. A estreia oficial aconteceu em um clássico contra o Flamengo, pelo Campeonato Carioca. Empate por 2 a 2, com Tostão criando pela esquerda a jogada do gol de abertura, marcado por Silva. Com papel decisivo do mineiro no terceiro turno, os vascaínos chegaram ao triangular final do estadual, mas não ficaram com a taça. Também fez um bom Campeonato Brasileiro. Apesar de marcar apenas três gols, fez a diferença em vários jogos com seus passes e lançamentos.

Apesar da mudança de clube, Tostão continuou sendo convocado para a Seleção. Conquistou seu último título pela equipe nacional em agosto de 1972. Foi o camisa 10 na campanha da Taça Independência, torneio significativo que contou com a presença de 20 seleções, para comemorar os 150 anos da independência do Brasil. Na ocasião, atuou justamente na função de Pelé, com Leivinha servindo de referência. Foi titular nas quatro partidas do escrete de Zagallo na competição, sem balançar as redes. Encerrou sua passagem com a camisa amarela somando 65 jogos e 36 gols no total – sendo 55 aparições e 32 tentos oficiais.

A carreira de Tostão foi encerrada abruptamente em fevereiro do ano seguinte. Uma inflamação no globo ocular do olho esquerdo fez com que o jogador precisasse voltar a Houston para nova cirurgia. Mesmo com o prazo de recuperação cada vez mais estendido, havia a expectativa de que ele retornasse para a disputa do Campeonato Brasileiro, o que acabou não acontecendo. Seu último jogo aconteceu com a camisa do Vasco: empate por 0 a 0 com o America, em São Januário, por um torneio de pré-temporada. Em pouco mais de oito meses, foram 44 partidas e sete gols pelo clube cruzmaltino. Aos 26 anos, Tostão colocava um ponto final em sua brilhante história como jogador. Mas não pararia por aí.

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Ao contrário de tantos casos, Tostão teve consciência sobre o dinheiro conquistado como atleta. Antes de pendurar as chuteiras, já possuía diferentes investimentos: era dono de apartamentos, de um posto de gasolina, de uma loja de materiais esportivos. E viu a fatalidade como a oportunidade para um recomeço. Renascimento, como ele mesmo define. O tricampeão do mundo decidiu retomar os estudos e prestar vestibular. Por diferentes motivos, desde o interesse pelo assunto ao desafio de ser aprovado, escolheu a medicina. Como era costume na época, realizou a prova nas arquibancadas do mesmo Mineirão onde se consagrou como jogador.

Tostão conseguiu a aprovação já em 1974, ingressando na UFMG no ano seguinte. Tempos nos quais preferiu se afastar da mídia. Para focar em sua nova realidade, parou de conceder entrevistas. Na época, surgiu mesmo o rumor de que o craque passou a renegar o futebol, jogando fora troféus e recusando a atender quem o chamasse pelo apelido. Pura balela. Fato é que, em seis anos, Eduardo se tornou “doutor”, especializado em clínica médica. Usou sua inteligência em outra área. Trabalhou em hospitais universitários e iniciou a carreira como docente. Também completou um curso de psicanálise.

Depois de uma década sem dar entrevistas, Tostão se reaproximou da imprensa em 1984. Falou de maneira longa com reportagem da Revista Placar. Mas o retorno de Tostão ao ambiente do futebol, de fato, só aconteceu em 1994. Um desafio e tanto, para quem tinha mergulhado na carreira de médico por 20 anos e não acompanhou tão a fundo o futebol no período. De qualquer maneira, nada que não pudesse ser superado por um gênio. O médico estudou bastante para a nova empreitada. Mestre também como jornalista, trabalhou como comentarista da TV Bandeirantes na Copa do Mundo. Três anos depois, largou de vez a medicina e voltou à Band. Depois, passou também pela ESPN Brasil.

E a qualidade de Tostão como analista de futebol não se limitou ao que dizia. Escrevendo, o mineiro continua insuperável. Suas colunas unem a linguagem simples e uma visão ampla sobre o futebol. Sempre pertinente. Em setembro de 2016, revisitou sua história lançando o livro “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol”. Não apenas um retrato do craque que foi, mas também do ser humano. Principalmente, do gênio, que soube se adaptar a diferentes realidades e sempre se destacar pela excelência.

* Colaborou também Emmanuel do Valle, jornalista e dono do blog Flamengo Alternativo

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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