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A prova está no vídeo: mais que o filho preso de Pelé, Edinho foi um bom goleiro do Santos

A história é triste. Independentemente de sua opinião sobre Pelé, a trajetória de Edinho, seu filho, não merece comemoração ou piada. É a vida de um rapaz que não soube lidar com as condições favoráveis que teve desde que nasceu e acabou escolhendo um caminho errado. Foi preso nesta terça após condenação a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Se cometeu algum crime, tem de pagar. Mas tudo isso poderia ser diferente.

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O curioso é que as menções a Edinho normalmente são apenas como filho de Pelé. Claro, é a referência imediata. Mas Edinho foi mais que isso. Ele foi goleiro titular do Santos por três anos, de 1994 a 96, tendo períodos de ótimo desempenho. Até foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Paulista de 1994 por sua agilidade e reflexo. Ele ainda esteve presente em outros momentos marcantes, como a campanha do vice-campeonato brasileiro de 1995.

Com o tempo, seu desempenho foi caindo, a torcida reclamava que ele não era alto e elástico o suficiente e ele acabou perdendo a posição em 1997 para o recém-contratado Zetti. De qualquer forma, torcedores do Santos que tiveram idade para vê-lo devem ter guardado alguma boa lembrança dele no gol alvinegro.

Talvez essa boa lembrança seja de um clássico contra o Corinthians no Morumbi, pelo Paulistão de 1994. O Peixe estava fora da disputa, mas os corintianos precisavam da vitória para seguir na luta pelo título. O time da capital fez 2 a 0 rápido, mas o Santos virou ainda no primeiro tempo. Depois do intervalo, o Corinthians pressionou, e Edinho impediu a reação. Veja abaixo:

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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