Lado B de Brasil

Dentro do Mangueirão ensandecido, o Paysandu ficou muito próximo do título da Copa Verde

A vontade do Paysandu em conquistar a Copa Verde ficou presa no peito durante as duas primeiras edições. Em 2014, o Papão se frustrou diante do Brasília, após sua torcida invadir o Estádio Mané Garrincha. Já no ano seguinte, os lamentos aconteceram nas semifinais, caindo diante do rival Remo. Desta vez, porém, os alvicelestes eliminaram os rivais de maneira imponente. E deram nesta terça o primeiro passo para soltar o grito de campeão, no jogo de ida da decisão, contra o Gama. Diante das arquibancadas cheias do Mangueirão, o Paysandu venceu por 2 a 0, adquirindo ótima vantagem para o reencontro, que acontecerá na próxima semana, no Bezerrão.

Antes do apito inicial, a torcida do Paysandu proporcionou um espetáculo à parte. Ainda que as arquibancadas não estivessem completamente lotadas, a festa era irretocável. Teve mosaico, sinalizador, bandeirão, cantoria e vibração: pacote completo para empurrar a equipe em busca da conquista inédita.

Já em campo, o destaque foi o tarimbado Celsinho – aquele mesmo, mais lembrado pelas passagens com a camisa da Portuguesa e da seleção sub-20. O meia abriu o placar logo aos nove minutos, em linda cobrança de falta, além de comandar as principais ações ofensivas da equipe. E, com a pressão dos paraenses, a diferença no placar se ampliou em cabeçada de Leandro Cearense, nos acréscimos do segundo tempo. No jogo de volta, além da vantagem no empate e na derrota por um tento de diferença, o Paysandu também poderá se beneficiar com o gol qualificado fora de casa. Grandes chances de, enfim, deixar de ficar apenas na vontade de erguer a taça da Copa Verde e também de voltar aos torneios continentais, com a classificação à Copa Sul-Americana de 2017.

Abaixo, a festa no Mangueirão e o golaço de Celsinho. As imagens são do Esporte Interativo, que transmite o torneio:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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