A chance de não acontecer era minúscula. Os matemáticos colocavam em 1% só porque no futebol tudo pode acontecer. Agora, nem essa chance existe mais. O empate por 0 a 0 contra o Náutico, na noite da última terça-feira, gerou o ponto que o precisava para voltar à elite do futebol brasileiro. Agora tem 15 de vantagem para o Juventude, quinto colocado, a quatro rodadas para o final da Série B.

Foi um prêmio merecido a um ano importante para a história do Coelho. Em paralelo ao acesso, o quarto na era dos pontos corridos na segunda divisão, o América Mineiro chegou à semifinal da Copa do Brasil, eliminando Corinthians e Internacional no processo. Essa campanha, a primeira vez em que chegou tão longe na competição foi um bônus muito bem-vindo – até pela premiação em dinheiro -, mas o principal objetivo sempre foi retornar à Série A.

Desde a reformulação da divisão, subiu em 2010, 2015 e 2017. Foi rebaixado mas, ano passado, ficou a um ponto de voltar imediatamente. Em janeiro de 2020, anunciou a contratação de Lisca, que havia ficado alguns meses de pantufas em casa após um bom trabalho no Ceará. Mostrou-se um acerto gigantesco. Além de conseguir armar o América Mineiro para potencializar suas qualidades, com uma defesa exemplar (a segunda melhor da Série B) e um letal contra-ataque, seu carisma torna tudo muito mais divertido.

“O América é um clube querido e de volta à Série A. Agora é pra ficar. O América não pode mais ficar batendo e voltando. Pra isso, precisa trabalhar muito”, afirmou, em entrevista ao SporTV, após a partida que selou o acesso do Coelho.

O jogo em si não foi grande coisa. Nos Aflitos, levou pressão do Náutico, que teve boas chances de abrir o placar no primeiro tempo. A partida ficou mais truncada depois do intervalo, mas o Timbu ainda teve uma boa chance para vencer, quase no último lance, quando Jorge Henrique chutou para defesa de Matheus Cavichioli. Com as derrotas de CSA e Juventude, o empate bastou para selar a vaga.

Agora, o América mira outro grande objetivo. A Chapecoense, também promovida à primeira divisão, está com 66 pontos, apenas um a menos. Projeta-se uma briga acirrada pelo título nessas quatro rodadas finais. Caso o Coelho fique com ele, tornaria-se o maior campeão da Série B, com três canecos, superando Bragantino, Paysandu, , Goiás e Coritiba. Não é pouca coisa.

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