Brasil

Goleada, duas pinturas e 35 mil no Mangueirão: o Remo pôs a mão na taça da Copa Verde

Não se passaram nem 24 horas da festa espetacular do Ceará na decisão da Copa do Nordeste, e outra competição regional do Brasil iniciava sua série de decisões. Também com uma atmosfera impressionante no Mangueirão, onde o Remo recebeu o Cuiabá para o primeiro duelo da final da Copa Verde. E os quase 35 mil presentes no gigante de Belém não se decepcionaram com o que assistiram: um show do Leão Azul, que enfiou 4 a 1 nos mato-grossenses e só perdem o título por um desastre. O reencontro está marcado para a próxima quinta-feira, em Cuiabá.

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A sorte do Remo acabou definida logo aos 21 minutos. Ricardo Braz cometeu pênalti e acabou expulso. Com um a mais, os paraenses abriram o placar com Rafael Paty. O Cuiabá até esboçou uma reação ao empatar dois minutos depois, com Kaike. Mas a noite era azul. Ratinho acertou um chutaço do meio da rua, no ângulo, para desempatar a partida. E, na noite de golaços, Paty emendou de voleio o cruzamento de Eduardo Ramos para fazer o terceiro – instantes depois que o travessão evitou uma pintura de Raphael Luz em cobrança de falta, que empataria o jogo ao Cuiabá.

O Remo diminuiu o ritmo no segundo tempo, mas mesmo assim anotou o quarto, com Warian Santos, já no final. Ficou em condições ainda melhores para decidir na Arena Pantanal. Além da taça, o título da Copa Verde também vale uma vaga na Copa Sul-Americana de 2016. E os remistas, que até o final de semana corriam o risco de jogar fora um semestre no clássico, decidem o Campeonato Paraense no domingo. A partida contra o Independente também dá um lugar na Série D deste ano. Para coroar de vez o momento iluminado do Leão, que também deverá fazer da Copa Verde a “Copa Azul”.

Os vines dos gols de Ratinho e de Paty são do @Goleada_Info:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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