Brasil

Cinco perguntas sobre arbitragem que passaram pela sua cabeça, mas ainda não haviam respondido

Bola na mão que não teve intenção, pênalti fora da área, bola que pingou dentro do gol e só o juiz não viu, gol em impedimento escandaloso. O futebol brasileiro foi pródigo em erros claros de arbitragem, e o tema acabou dominando muitos debates pós-rodada do Brasileirão. E com bons motivos, pois a arbitragem brasileira anda muito ruim, uma situação que ficou ainda mais escancarada depois de a própria Fifa informar que a CBF se confundiu nas orientações sobre toque com a mão. Os apitadores se sentiram tão expostos que ameaçaram greve.

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Uma paralisação seria exagerada, mas os árbitros têm alguma razão quando reclamam que viram para-raios de todas as reclamações. O problema é maior. A forma como a arbitragem é tratada pela cúpula do futebol, e como as entidades coordenam o trabalho dos juízes tem resultado direto no que vemos em campo.

Isso já passou pela cabeça de muito torcedor, que, na hora de xingar o juizão que prejudicou seu time, acabou se fazendo algumas perguntas mais profundas. E, em um exercício arrogante de tentar ler a sua mente, a Trivela tenta adivinhar algumas dessas questões que passaram pela sua cabeça para enriquecer um pouco esse debate.

Segunda: Quem são os caras que comandam a arbitragem no Brasil e na Fifa?

Fifa, confederações continentais, federações nacionais e estaduais. As comissões de arbitragem estão cheias de dirigentes escolhidos por critérios políticos, e muitas vezes o conhecimento técnico da arbitragem fica em segundo plano.

Terça: Por que as regras do futebol incentivam tanto a subjetividade do juiz?

Não seria mais fácil botar tudo no papel e tirar do árbitro o poder de definir a intenção do jogador que meteu a mão na bola? Não é bem assim. O futebol sempre terá alto grau de subjetividade, e isso está ligado com a própria origem do esporte.

Quarta: Como são passadas as orientações aos árbitros?

A Fifa define uma orientação para as marcações de toque de mão na bola, mas a CBF repassa errado aos árbitros. A comunicação torta entre os diversos agentes do futebol atrapalham as arbitragens, e isso tem a ver até com você, torcedor.

Quinta: Quais são os critérios dos sorteios de árbitros no futebol brasileiro?

A Lei Pelé obrigou as federações a sortearem os árbitros como forma de reduzir o risco de manipulação ou de subjetividade da comissão de arbitragem. Mas os resultados não são os esperados, até porque os critérios para o sorteio também são contestáveis.

Sexta: Com tantos erros, o replay será a solução? Como fazer isso?

É muito fácil pedir o uso de recurso eletrônico para reduzir os erros, mas ainda é preciso analisar as diversas questões que envolvem essa decisão. A gente mostra o tamanho do desafio.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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