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César defende pênalti de Gabigol e se torna um herói quase que por acaso

O Flamengo contratou Diego Alves para ser o titular das suas metas. Notório pegador de pênaltis, era de se imaginar que eventualmente seria decisivo para as pretensões rubro-negras. No entanto, não foi ele quem brilhou no Maracanã, nesta quinta-feira, defendendo a cobrança de Gabigol. Foi César quem pulou para barrar a batida, aos 43 minutos do segundo tempo, e garantir a vitória por 1 a 0.

Diego Alves recusou-se a viajar para enfrentar o Paraná, em meados de outubro. Retornava de lesão e provavelmente seria reserva de César naquela partida, preservando-se para partidas mais importantes no futuro. Sua decisão não pegou bem no ambiente interno do Flamengo. O goleiro foi multado e bateu-boca com Dorival Júnior na frente do elenco. Não atuará mais pelo clube este ano e pode ser negociado ao fim da temporada.

Sem ter nada a ver com isso, César tem segurado as pontas na meta do Flamengo, desde então firmado como titular. E os resultados não vinham sendo bons: empates com Palmeiras e São Paulo, além de derrota para o Botafogo. No dia do aniversário do clube, com 46 mil pessoas no Maracanã, não dava para pensar em nada além de uma vitória contra o Santos.

Foi difícil, mas ela veio. O primeiro tempo decorreu em temperatura morna. O Santos não tinha o contra-ataque e pouco ameaçava César. O único lance de perigo foi uma cabeçada de Pituca, em cruzamento de Rodrygo, já no fim do período. O sistema ofensivo flamenguista também não conseguia criar grandes chances de gol, embora finalizasse com frequência. A melhor defesa de Vanderlei foi em uma jogada individual de VItinho, que passou por Victor Ferraz e soltou a perna na primeira trave.

A primeira vez que César salvou o Flamengo foi aos 20 minutos da segunda etapa. Pituca deu o passe para Bruno Henrique cruzar rasteiro. Gabigol apareceu na entrada da pequena área finalizando de primeira, mas sem muita força. César espalmou. Pouco depois, Berrío aparou lançamento de primeira para Henrique Dourado, que bateu alto, sem chances para Vanderlei, e abriu o placar.

O Santos tentou pressionar nos minutos finais até conseguir o pênalti, em bobagem de Leó Duarte, que tentou driblar na lateral direita, perdeu a bola e, ao tentar se recuperar, derrubou Gabigol. O atacante santista bateu mal, fraco e quase no meio do gol. César pulou para defender.

O resultado foi essencial para manter as chances de título do Flamengo, agora sete pontos atrás do Palmeiras, com 12 ainda em disputa. É uma possibilidade ainda pequena, mas existente, e os rubro-negros devem persegui-la até o fim.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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