O Brasil está eliminado da Copa do Mundo. Diante da favorita França, dona da casa, a seleção brasileira foi valente diante das mandantes, mas não aguentou o ritmo, e perdeu por 2 a 1, com um gol na prorrogação. Em um jogo que se defendeu muito, teve muita vontade, o Brasil mostrou qualidades individuais, teve em Marta uma grande centralizadora das jogadas, mas as francesas conseguiram pressionar e, em uma bola parada, pelo alto, saiu com a vitória na prorrogação. A Seleção teve bravura, teve fibra e isso é algo que cativa. Faltou muita coisa, como a organização coletiva e uma capacidade física de aguentar intensamente por mais tempo. De qualquer forma, o Brasil deixa a competição de cabeça erguida. Triste, mas altiva.

Formiga novamente titular

Formiga cumpriu suspensão e se recuperou de lesão, por isso voltou ao time titular. Havia a dúvida sobre quem deixaria a equipe para a sua volta e a escolhida foi Andressinha, que entrou muito bem no jogo contra a Itália e tinha sido uma das melhores em campo. O técnico, Vadão, escolheu manter Ludmila no time, atuando pela ponta, com Debinha do outro lado. Formiga e Thaísa pelo meio, com Marta ajudando a armar e Cristiane no ataque.

Gol anulado da França

O Brasil tomou um gol aos 26 minutos. Cruzamento para a área, Bárbara saiu mal e dividiu a bola com a atacante Valérie Gauvin. Só que a árbitra foi chamada a revisar o lance. A árbitra considerou falta no lance, porque Bárbara primeiro estava com a bola nas mãos e depois foi tocada pela atacante, que sentiu o tranco. Aliás, a goleira brasileira também. Torcida francesa no estádio, claro, reclamou muito do lance. A torcida, inclusive, passou a vaiar a goleira Bárbara nos lances seguintes.

França abre o placar

Logo no início do segundo tempo, a França conseguiu abrir o placar. Uma linda jogada de Diani pela direita, que ganhou de Tamires na velocidade, foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da pequena área, onde Gauvin deu um carrinho para chegar à bola e marcar: 1 a 0 para as francesas. O estádio em Le Havre veio abaixo, muito barulho e festa dos franceses.

Cristiane na trave

Logo depois de sofrer o gol, o Brasil foi para cima. Marta, em grande dia, cobrou falta da esquerda para a área, Cristiane tocou de cabeça e a bola explodiu no travessão. Um susto nas francesas.

Gol do Brasil

O Brasil arrancou o empate em uma jogada pela esquerda. Marta lançou Debinha na esquerda, a ponta chegou até a linha de fundo, cruzou, a zaga afastou, mas a bola sobrou no meio da área para Thaísa. A volante chutou de pé esquerdo, no canto, e empatou o jogo. Inicialmente, o gol foi anulado por impedimento. A revisão do VAR mostrou que a posição era legal e o fol foi confirmado.

Brasil vira, mas gol é bem anulado

Jogando pelo contra-ataque, o Brasil conseguiu algumas boas jogadas. Em uma delas, Cristiane avançou, segurou a bola e lançou a lateral Tamires, que passava em velocidade. Ela dominou, avançou e finalizou para marcar o gol. Mas o tento foi anulado: ela estava claramente impedida no momento do passe de Cristiane. Apesar do gol não valer, o Brasil melhorou no jogo. A partida ficou tensa.

Brasil exposto e cansado

As mudanças que a Seleção fez acabaram prejudicando o time, em termos de manter a consistência. A saída de Formiga, aos 30 minutos do segundo tempo, tirou muito da capacidade de marcação do time, algo crucial no time. A entrada de Andressinha era muito necessária, mas a saída de Formiga comprometeu.

Ludmila não fazia um grande jogo e acabou substituída. Beatriz, que entrou devagar no jogo. Poliana substituiu a também lateral Letícia Silva, que não vinha bem no jogo. Por fim, a saída de Cristiane, já na prorrogação, machucada, trouxe a campo Geyse. Esforçada, rápida, mas nem de perto a mesma qualidade.

A França passou a conseguir chegar mais ao ataque e vencer mais vezes a defesa brasileira. Ainda muito esforçada, mas sem a mesma eficiência. Com o time muito cansado em campo, especialmente na prorrogação, a Seleção acabou se tornando mais exposta. E a França pressionou, forçando as bolas aéreas, ponto fraco do time brasileiro. Assim, no começo da etapa final, veio o golpe que decidiu o duelo.

Ataque x defesa

Na prorrogação, com o Brasil bastante cansado em campo, a França era quem atacava. Virou praticamente um ataque x defesa, com as brasileiras se segurando como podiam. E, mesmo assim, conseguiu um contra-ataque rápido, com Debinha, que recebeu de Geyse em velocidade, avançou pela esquerda e chutou por baixo da goleira. A zagueira Griedge Mbock Bathy tirou, a poucos metros do gol. O chute acabou sendo fraco.

No segundo tempo, logo no primeiro minuto, vem o gol da França. Cruzamento da lateral Amel Majri, a meio-campista Amandine Henry se antecipou e tocou de pé esquerdo para marcar. Gol da capitã francesa. A cobrança de falta é um ponto negativo deste time comandado por Vadão e foi decisivo.

Depois do gol, as francesas finalmente conseguiram acalmar os ânimos. Depois de sentirem a pressão em grande parte do jogo, com as brasileiras conseguindo igualar o time e marcar muito, as francesas, com a vantagem e muito mais físico, controlaram o jogo até o final. Foram quase 15 minutos com o Brasil se arrastando fisicamente em campo.

Público

O Stade Océane recebeu público de 23.965 pessoas, o que significa estádio basicamente lotado, já que a capacidade do estádio é de 25.181 pessoas. O público francês viveu momentos de tensão por ali. Vaiou muito as brasileiras Bárbara, pelo gol anulado ainda no primeiro tempo, e também Debinha, que causou o cartão amarelo de Renard. O barulho nos gols franceses foi enorme.

Ficha técnica

França 2×1 Brasil

Local: Stade Océane, em Le Havre
Árbitra: Marie-Soleil Beaudoin (Canadá)
Gols: Valérie Gauvin aos 7’/2T, Amandine Henry aos 2’/2TP (França), Thaísa aos 18’/2T (Brasil)
Cartões amarelos: Wendy Renard (França), Tamires, Formiga, Beatriz, Kathellen (Brasil)

França: Sarah Bouhaddi; Marion Torrent (Eve Perisset), Griedge Mbock Bathy, Wendy Renard e Amel Majri (Sakina Karchaoui); Kadidiatou Diani, Amendine Henry, Élise Bussaglia e Viviane Asseyi (Gaëtene Thiney); Valérie Gauvin (Dalphine Cascarino) e Eugénie Le Sommer. Técnica: Corinne Diacre

Brasil: Bárbara; Letícia Santos (Poliana), Kathellen, Mônica e Tamires; Ludmila (Beatriz), Formiga (Andressinha), Thaísa e Debinha; Marta e Cristiane (Geyse). Técnico: Vadão