Por Paulo Silva Júnior

Começou a Copa do Mundo de Futsal. E a seleção brasileira, como de costume, venceu. São só três derrotas  em sete edições organizadas pela Fifa, e o sempre favorito time do Brasil, com média de 31 anos, fez 3 a 1 na Ucrânia na noite deste domingo. Um jogo mais difícil do que muitos poderiam esperar, mas que também comprova o alto nível da competição disputada na Colômbia.

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A Ucrânia era tratada desde o início como o adversário mais difícil do Grupo D, onde pouco mais tarde a Austrália venceu Moçambique por 3 a 2. E o próprio retrospecto atesta a força da equipe europeia: em 1996, chegou a empatar com o Brasil, e nos últimos três Mundiais ficou entre os oito melhores.

Apesar de começar errando alguns passes e passar os primeiros minutos entendendo a marcação do rival, o Brasil naturalmente foi criando as melhores chances e abriu o placar aos sete minutos, numa cobrança de falta de Rodrigo, uma das grandes características do fixo do Magnus Futsal, de Sorocaba. Pouco depois, aos 10, o parceiro de clube Falcão aproveitou cobrança de escanteio para ampliar.

Falcão, aliás, foi obviamente o jogador mais celebrado pela torcida presente no ginásio de Bucaramanga. Capitão do time, ele foi titular na súmula, mas deixou a quadra assim que o árbitro apitou o começo da partida já que não faz parte do quarteto inicial de do técnico Serginho Schiochet, formado por Ari, Rato, Fernandinho e Bateria. Quando a seleção marcou os dois primeiros gols no Mundial, Falcão e Rodrigo já faziam parte da segunda formação do treinador, com Jé e Xuxa.

O gol do camisa 12, logo no início de sua quinta Copa do Mundo, foi o 39º da carreira da grande referência desta geração do futsal brasileiro – e até mundial. Ele está a quatro de Manoel Tobias, mas alcançou o ex-colega de seleção em número de partidas em Mundiais, com 31.

Com dois gols de vantagem, a seleção seguiu tendo as melhores oportunidades, a mais clara delas com Fernandinho que, sem goleiro após passe de Ari, acabou pegando em baixo da bola e acertou o travessão. Bateria, jogador do Barcelona e mais jovem do elenco aos 25 anos, não brilhou, mas também acertou a trave em boa jogada individual. De toda forma, apesar de marcar só duas vezes, foi o grande momento do Brasil na partida.

O segundo tempo foi da Ucrânia, tanto que o rival europeu terminou a partida com 23 finalizações no gol de Tiago, contra 16 do ataque brasileiro. Logo no início, Grytsyna diminuiu e esquentou o jogo na Colômbia, ainda mais porque pouco depois Rato precisou fazer uma falta na entrada da área e os ucranianos tiveram grande chance de empatar.

A pressão chegou a ser grande, e o Brasil tinha dificuldade de sair no contra-ataque até que Rodrigo arrancou do campo de defesa e serviu Rato, que tocou na saída do goleiro. Sorokin se enrolou para cortar e acabou fazendo contra antes que o próprio Rodrigo empurrasse para dentro. Balde de água fria para a Ucrânia e alívio para o Brasil, que se portou bem na marcação diante do goleiro-linha adversário e segurou o 3 a 1.

Num dos jogos mais esperados do final de semana, a anfitriã Colômbia fez jogo perfeito contra Portugal, com exceção ao último segundo, quando permitiu o gol de empate por 1 a 1 em jogo válido pelo Grupo A. A Rússia, sempre forte, venceu pelo Grupo B, mas chegou a ser surpreendida pela Tailândia e fechou em 6 a 4 com boa atuação e dois gols de Eder Lima, nascido em São Paulo. No Grupo C, jogado também no domingo, destaque para o encontro das duas principais forças da chave, com vitória da Itália sobre o Paraguai por 4 a 2. O Mundial segue com jogos às 20h e às 22h e algumas transmissões da Sportv, e o Brasil volta a jogar na quarta-feira, contra a Austrália, às 20h.

Chamada Trivela FC 640X63