O Brasil empatou com Senegal por 1 a 1 em Singapura, em amistoso nesta manhã de quinta, no horário brasileiro (noite no horário local). Tite usou o jogo para treinar uma formação diferente, mas o jogo apresentou poucas coisas interessantes. O jogo não teve grande intensidade do lado brasileiro e os testes feitos no segundo tempo pareceram entrar no ritmo do jogo: lento. A seleção senegalesa foi mais consistente ao longo do jogo, mostrou qualidades e pareceu conseguir lidar bem com a seleção brasileira, sem sofrer. Dá para dizer que Senegal foi melhor que o Brasil no jogo, ao menos na maior parte do tempo.

Tite disse no dia anterior que usaria o time em um 4-4-2, com Arthur e Casemiro pelo meio e Gabriel Jesus pela direita e Philippe Coutinho pela esquerda. À frente, no ataque, Neymar e Roberto Firmino.

Logo no início do jogo, a movimentação do Brasil proporcionou o primeiro gol. Aos nove minutos, Jesus, bem aberto pela direita, puxou para o meio e procurou Firmino, que se movimentou muito bem pelo meio. Ele recebeu dentro da área e, com pouco ângulo, deu um toque por cima, com categoria, e tirando do goleiro Alfred Gomis: 1 a 0.

Ao longo do primeiro tempo, o Brasil foi bem no ataque, com boa movimentação, mas com poucas finalizações. Depois da parada para hidratação, aos 27 minutos, Senegal melhorou no jogo, passou a ser mais presente no ataque e chutar mais a gol que o Brasil, levando algum perigo. Éderson fez duas defesas, enquanto o goleiro senegalês não tinha feito nenhuma defesa.

No fim do primeiro tempo, aos 44 minutos, Sadio Mané recebeu pela esquerda, partiu para cima de Marquinhos, passando entre o zagueiro e o lateral Daniel Alves, e acabou derrubado pelo zagueiro. Pênalti marcado para Senegal. Famara Diédhiou cobrou bem: forte, rasteiro, no canto direito do goleiro Éderson e colocou a bola na rede, empatando o jogo em 1 a 1.

Aos 14 minutos do segundo tempo, Tite fez a sua primeira substituição no jogo. Tirou o atacante Roberto Firmino e colocou Éverton Cebolinha. Neymar foi para o meio, onde tem atuado no PSG – chegou a ser a referência no ataque do time em um jogo do Campeonato Francês.

Tite promoveu a estreia do meio-campista Matheus Henrique aos 22 minutos. O jogador do Grêmio entrou no lugar de Arthur, ex-jogador do Grêmio. O técnico da seleção não demorou para fazer mais uma mudança. Aos 26 minutos, entrou Richarlison e saiu Philippe Coutinho. O ex-atacante do Fluminense tem ais característica de jogador de lado de campo, ainda mais porque Coutinho tem atuado como meia centralizado no Bayern de Munique, atrás do centroavante. Aos 33 minutos, mais uma estreia: Renan Lodi substituiu Alex Sandro.

O segundo tempo parecia se arrastar. O jogo oferecia pouco: quase nenhuma chance de gol, quase nada que possa ser considerado realmente interessante. O técnico da seleção brasileira decidiu não colocar em campo dois jogadores que foram muito discutidos na convocação, Gabriel Barbosa, o Gabigol, e Rodrigo Caio, ambos do Flamengo. Os dois ficaram no banco de reservas durante todo o jogo. Espera-se que ganhem alguns minutos no jogo de domingo.

Há seis anos o Brasil não deixava de vencer três jogos seguidos. Os resultados importam pouco, porque foram só amistosos depois da Copa América – empate com a Colômbia, derrota para o Peru, ambos na Data Fifa passada, de setembro, e agora o empate com Senegal. O maior problema é o futebol apresentado. Foram feitos poucos testes e o time parece ainda sofrer para jogar.

Coutinho, que voltou a jogar bem, foi escalado em uma posição que ele não conseguiu render pelo Barcelona, pelo lado do campo. Embora, é bom dizer, com Tite, Coutinho jogou aberto pela direita e foi muito bem. Mas mais uma vez o camisa 11 não conseguiu ir bem. Neymar, agora já atuando pelo PSG depois da saga frustrada de transferência, se movimentou, participou, mas conseguiu fazer pouco, exceto por uma cobrança de falta muito perigosa no segundo tempo.

Gabriel Jesus mostrou ser bastante participativo, mostrou qualidades atuando pela ponta, mas ainda assim, o time fez pouco para criar situações. Senegal foi um time mais sólido, principalmente do ponto de vista defensivo. Os senegaleses foram melhores ao longo do jogo, ainda que não tenha exatamente pressionado o Brasil, mas foi bem na partida.

Neymar durante o jogo da Seleção (Pedro Martins / MoWA Press)

O jogo ainda serviu para marcar o 100º jogo de Neymar. São 70 vitórias, 20 empates, 10 derrotas, com 61 gols, 42 assistências. O atacante segue sendo o principal nome do Brasil, mas o time jogou muito pouco futebol para o que se espera.

Quem foi ver a seleção brasileira acabou vendo Senegal, de Aliou Cissé, técnico do time desde 2014 e que tem sido uma das melhores seleções africanas há muito tempo – finalista da Copa Africana de Nações, derrotado pela Argélia.

O Brasil volta a campo no próximo domingo, 13 de outubro, contra a Nigéria no mesmo estádio, em Singapura. O jogo começará às 9h, horário de Brasília, e terá transmissão da Globo e SporTV.