Brasil nem precisou jogar grande coisa para vencer com o Uruguai em Montevidéu

Com dois gols conquistados ainda no primeiro tempo, seleção brasileira teve poucas dificuldades na partida e venceu com tranquilidade fora de casa

Jogar contra o Uruguai em Montevidéu é, em tese, um dos jogos mais difíceis das Eliminatórias da Copa na América do Sul. Exceto se o Brasil for o adversário. A seleção celeste tem tido sérias dificuldades de enfrentar a brasileira. Nos últimos 11 jogos, cinco empates e seis vitórias brasileiras. A última delas conquistada nesta terça-feira à noite, na capital uruguaia. O placar de 2 a 0 veio com uma tranquilidade até surpreendente, porque o Brasil nem precisou fazer uma grande partida.

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O que se viu em campo no Estádio Centenário foi um Uruguai que não conseguiu ir muito além do básico. Sem Luis Suárez, o seu substituto, Darwin Núñez, até fez uma boa partida. Só que o Uruguai, como um todo, não foi melhor que o Brasil no jogo. A seleção, por sua vez, conseguiu uma boa vantagem no primeiro tempo, que decidiu o jogo. Até porque o segundo tempo mostrou um time muito seguro do Brasil e uma equipe incapaz de produzir chances no Uruguai.

O jogo teve outra curiosidade. Assim como a partida contra o Peru, na primeira rodada, não foi transmitido pela Globo. Como os direitos de transmissão das Eliminatórias da Copa mudaram seu modelo de venda e cada seleção passou a ser dona dos seus jogos em casa, nãoo há mais um acordo para transmitir todos os jogos. A Globo comprou os jogos de Brasil e Argentina em casa. Os jogos em que outras seleções são mandantes pertencem à Mediapro, empresa espanhola que comprou os direitos.

A Globo quer comprar apenas os jogos de Brasil e Argentina. A empresa quer vender todos os jogos. Sem acordo, pela segunda vez os direitos foram cedidos à Turner, que transmitiu no EI Plus (dividindo receita de novas assinaturas com a Mediapro), exclusiva na internet. Além disso, o Bandsports fez um acordo e transmitiu o jogo via pay-per-view para clientes das operadoras Sky e Claro. Na Sky, o assinante teria que pagar R$ 19,90 para ver os cinco jogos das Eliminatórias Sul-Americanas. Na Claro, R$ 19,90 só pelo jogo do Brasil. Haja dinheiro para tanto pay per view.

A seleção brasileira veio com apenas uma alteração: saiu Allan no meio-campo e entrou Arthur. Além da mudança de um nome, a disposição tática também foi diferente. O técnico Tite colocou o time no 4-4-2, com Éverton Ribeiro como ponta aberto pela direita e Richarlison, normalmente um atacante, atuando como ponta pela esquerda. Sem a bola, ambos se alinhavam a Douglas Luiz e Arthur pelo meio.

Logo aos quatro minutos, Núñez recebeu dentro da área, pela esquerda, fez o corte na marcação e finalizou com força. A bola explodiu no travessão, bateu no chão e foi para longe. Um lance de muito perigo.

O Brasil abriu o placar aos 33 minutos. Depois de uma troca de passes que começou na direita, com Roberto Firmino e Everton Ribeiro tocou para Danilo, que cruzou para a área, Gabriel Jesus dominou e ajeitou para trás. Arthur dominou, ajeitou e chutou. A bola desviou e matou o goleiro Martín Campaña: 1 a 0. Logo depois, Arthur colocou a bola em profundidade para Firmino, que teve uma boa chance de finalização. Bateu de esquerda, mas em cima do goleiro.

O Brasil ampliaria na parte final do primeiro tempo. A seleção brasileira cobrou um escanteio curto, Renan Lodi recebeu mais atrás e cruzou para a área. Richarlison apareceu bem no meio da área, tocou de cabeça e marcou: 2 a 0. Pelo que a Seleção tinha jogado, o resultado era mais do que bom.

No final do primeiro tempo, o volante Douglas Luiz fez uma falta dura e tomou amarelo. Na cobrança, que veio do lado esquerdo, Diego Godín tocou de cabeça e acertou o travessão. Mais um lance perigoso dos uruguaios.

Depois do intervalo, o jogo voltou em um ritmo mais baixo. O técnico do Uruguai, Óscar Tabárez, fez duas mudanças depois dos primeiros minutos. Aos 16 minutos, Rodrigo Betancur e Lucas Torreira saíram para os lugares de Brian Rodríguez e Mauro Arambarri.

O atacante Edinson Cavani deu uma entrada duríssima em Richarlison, pisando no tornozelo do atacante brasileiro. Recebeu um cartão amarelo, mas o VAR chamou o árbitro Roberto Tobar, que foi revisar o lance na tela. Depois de rever a entrada violenta do camisa 21 Celeste, o árbitro voltou a campo e expulsou Cavani. Uma entrada violenta, maldosa e totalmente gratuita sobre o brasileiro.

Curiosamente, Richarlison tinha saído logo depois da falta dura de Cavani, dando lugar a Everton Cebolinha. O Uruguai, com um a menos, tentou se reorganizar em campo. O Uruguai quase diminuiu o placar aos 30 minutos. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Darwin Núñez, que tocou, a bola foi para Martínez Cáceres, que finalizou duas vezes até marcar o gol. Só que ele estava em posição de impedimento, que foi marcada pela arbitragem e confirmada pelo VAR.

Em termos de resultado, o Brasil tem muito o que comemorar. Vencer o Uruguai fora de casa é um resultado sempre a se comemorar. O desempenho não foi nada de mais, mas o time mostrou segurança e tranquilidade para vencer sem precisar fazer força diante da fraqueza do adversário. O Brasil chega a quatro vitórias em quatro jogos, um começo espetacular de campanha.