Brasil foi promissor, mas Inglaterra expôs defeitos

Em um dos melhores jogos sob o comando de Felipão, Seleção Brasileira consegue excelente 1º tempo, mas vê ingleses capitalizarem sobre suas falhas

A reabertura do Maracanã teve uma das melhores partidas sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari. Um primeiro tempo promissor, bons momentos e chances criadas. No segundo, a Seleção Brasileira abriu o placar, mas viu a Inglaterra aproveitar defeitos na marcação para marcar duas vezes e conseguir o suficiente para um empate. Diferente de outros jogos com o técnico, o Brasil mostrou qualidades, foi bem postado no primeiro tempo, mas acabou sofrendo um pouco mais no segundo, quando deu espaço que a seleção inglesa aproveitou.

Nos primeiros 15 minutos, os dois times fizeram nada, ou quase nada. Mas o que não começou de forma muito promissora melhorou com o passar do tempo. O Brasil foi melhor, pressionou a saída de bola e, usando a formação que mais deu certo sob o comando de Felipão: o 4-4-2, com duas linhas de quatro, Hulk à esquerda, Oscar à direita, Luiz Gustavo e Paulinho pelo meio, com Neymar logo atrás de Fred.

Foram muitos chutes a gol. Só no primeiro tempo, foram 20, mas apenas oito no gol. No segundo, o volume de jogo caiu, mas mesmo assim o time continuou arriscando chutes a gol. Terminou com 32, com 11 no alvo. A Inglaterra, que só tinha chutado três vezes no primeiro tempo, aumentou o índice para oito, com quatro no alvo. A diferença é que os ingleses aproveitaram bem as chances que tiveram e, depois, conseguiram levar perigo que poderiam até ter feito o time sair com mais gols de lá.

O Brasil criou chances suficientes para definir o jogo no primeiro tempo, mas viu um adversário um pouco arrumado conseguir aproveitar seus defeitos de espaço na marcação entre meio-campo e defesa. Será preciso corrigir esses problemas, porque os ingleses não mostraram nem o melhor da própria seleção, que não está entre as mais perigosas a se enfrentar. Contra um time um pouco melhor, os defeitos que o Brasil mostram deverão ter consequências mais graves.

No fim, se o Brasil tem pontos positivos, como as boas atuações de Neymar, Oscar, Paulinho e Hernanes, tem também o problema da falta de compactação mostrada no segundo tempo. Algo que só os treinos serão capazes de criar no time. Talvez a Copa das Confederações seja o momento.

Destaque do jogo

Rooney. Não apareceu no primeiro tempo, isolado no ataque, mas foi decisivo nos dois gols. Primeiro, recebeu de Lampard e ajeitou de primeira para Oxlade-Chamberlain chutar de fora. Depois, conduziu a bola em contra ataque e acertou a gaveta de Júlio César.

Momento-chave

A entrada de Oxlade-Chamberlain. Hodgson tirou um lateral, colocou Jones, que estava improvisado como volante, para atuar na lateral direita e lançou Oxlade-Chamberlain. O Brasil demorou a se acertar com a presença de mais um jogador ofensivo. E a Inglaterra aproveitou para marcar duas vezes.

Os gols

12’/2T: GOL DO BRASIL!
Em bonito chute de fora da área, Hernanes acertou o travessão. No rebote, Fred pegou a sobra, livre e mandou de primeira para o gol.

22’/2T: GOL DA INGLATERRA!
Em lançamento longo, Rooney dominou e a bola escapou. Oxlade-Chamberlain chegou soltando uma cacetada na bola e acertou o canto do goleiro Júlio César. Empate inglês.

34’/2T: GOL DA INGLATERRA!
Em um chute de fora da área, Rooney acertou o ângulo de Júlio César. Golaço no novo Maracanã! Virada inglesa.

37’/2T: GOL DO BRASIL!
Logo depois de tomar a virada, o Brasil reage. Em cruzamento para a área de Lucas, Paulinho, de voleio, marca um golaço para igualar novamente o placar.

Curiosidade

O pai de Alex Oxlade-Chamberlain, Mark Chamberlain, esteve em campo na última vez que a Inglaterra jogou no Maracanã, em 1984. Naquele jogo, os ingleses venceram o Brasil por 1 a 0.

Ficha técnica

BRASIL 2X2 INGLATERRA

Brasil escudo Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Filipe Luís (Marcelo, intervalo); Hulk (Fernando, 28’/2T), Luiz Gustavo (Hernanes, intervalo), Paulinho (Bernard, 38’/2T) e Oscar (Lucas, 11’/2T); Neymar; Fred (Leandro Damião, 35’/2T). Técnico: Luiz Felipe Scolari
Inglaterra Escudo Inglaterra
Joe Hart; Glenn Johnson (Alex Oxlade-Chamberlain, 17’/2T), Phil Jagielka, Gary Cahill e Leighton Baines (Ashley Cole, 31’/1T); Phil Jones e Michael Carrick; Theo Walcott (Jack Rodwell, 38’/2T), Frank Lampard e James Milner; Wayne Rooney. Técnico: Roy Hodgson
Local: Estádio Maracanã (Rio de Janeiro-BRA)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Gols: Fred, 12’/2T, Paulinho, 37’/2T (Brasil), Alex Oxlade-Chamberlain, 22’/2T, Wayne Rooney, 34’/2T (Inglaterra)
Cartões amarelos: Hulk (Brasil), Jones (Inglaterra)
Cartões vermelhos: Nenhum