O Everton permanece há alguns anos na fronteira entre ser um mero figurante na Premier League e tentar se intrometer como um real candidato às competições europeias. Muito se esperava dos Toffees, após investimentos massivos em contratações, mas isso não repercutiu tanto dentro de campo. Mais uma vez comandado por Marco Silva, o time busca dar um salto a partir de seu mercado. E mais um reforço renomado chegou ao Goodison Park nesta quarta-feira: por empréstimo, Djibril Sidibé vestirá azul ao longo da próxima temporada, como opção de compra ao término do vínculo.

Aos 27 anos, Sidibé não teve o mesmo destino de outros destaques do Monaco campeão francês em 2016/17. Preferiu permanecer no principado, mesmo com boas ofertas de outras ligas, e sofreu lesões que custaram sua sequência. Acabou por sofrer as consequências durante a queda de rendimento do time. Ainda assim, parece um bom valor para o Everton apostar. O defensor continua figurando na seleção francesa, reserva de Benjamin Pavard durante a conquista da Copa do Mundo. E também possui um estilo de jogo que não deve render problemas de adaptação na Premier League. Até pelo preço do empréstimo, avaliado em €2,5 milhões, é um negócio bastante em conta para os Toffees.

Há uma força inegável nas laterais do Everton. Lucas Digne atingiu o seu melhor futebol e foi uma gratíssima surpresa ao longo da última temporada. Já na direita, o ganho de potencial com Sidibé representa bastante, já que Seamus Coleman não parece mais suficiente para segurar o fardo no setor sozinho. O francês garante potência física e uma notável contribuição ofensiva, embora também possua as suas virtudes na marcação. Além do mais, pode jogar na esquerda ou no meio em caso de necessidade, o que se torna um diferencial.

Sidibé complementa um mercado no qual o Everton trouxe jogadores para todos os setores. O atacante Moise Kean é o principal nome da janela, em que também chegaram o volante Jean-Philippe Gbamin e o coringa Fabian Delph. Jonas Lössl ainda veio de graça, enquanto André Gomes permanece em definitivo. Por mais que Idrissa Gana Gueye, vendido ao Paris Saint-Germain, signifique uma perda imensa ao meio-campo, o conjunto se sugere mais forte. E o clube ainda tenta uma transação de peso nas últimas horas da janela, sobretudo pelas investidas em Wilfried Zaha.

No geral, há um conjunto forte e com jogadores podendo evoluir. A equação, porém, não é simples e as oscilações recentes mostram isso claramente. Em um momento no qual a distância em relação ao Top Six da Premier League é considerável, não são apenas os reforços que permitirão o impulso. A regularidade será bem mais importante, e é neste ponto que o trabalho de Marco Silva será mais testado. O período de tolerância parece ter passado. Neste contexto, Sidibé tentará ajudar o time e também se reerguer.