O Athletico Paranaense sentiu na pele o quanto é difícil enfrentar o Boca Juniors na Bombonera. Não fez um começo de partida ruim, mas poderia estar perdendo por pelo menos dois gols de diferença quando o cronômetro completou 35 minutos, e por mais do que isso ao intervalo. O Boca dominou a partida, superior quase o tempo inteiro, perdeu incontáveis chances de gol e contou com tentos de Ábila e Eduardo Salvio para vencer por 2 a 0 e passar às quartas de final da Copa Libertadores. A ida, em Curitiba, havia sido 1 a 0 para os argentinos.

A primeira grande chance foi desperdiçada por Ábila, o centroavante que não queria finalizar. Ele preferiu abrir na direita com Nández em vez de completar uma situação claríssima, aos 17 minutos, e permitiu que Márcio Azevedo fechasse o ângulo do gol que não contava mais com a proteção de Santos. Desviou para escanteio.

O lance mais impressionante, aos 35, foi em uma cobrança de escanteio. Capaldo cabeceou à queima-roupa, e Santos fez uma linda defesa. O rebote explodiu em Léo Pereira e tomou um espiral que o direcionava ao gol. Em cima da linha, Pedro Henrique cortou.

Àquela altura da partida, o Athletico Paranaense havia desperdiçado algumas boas situações no ataque, sempre tomando decisões equivocadas na frente, e começava a ser dominado de verdade pelo Boca Juniors. A saída de bola era frequentemente interrompida pelo adversário, muito intenso e com entradas fortes que, às vezes, contava com a vista grossa do árbitro.

A minutos do fim do primeiro tempo, Ábila perdeu outra chance clara, absolutamente sozinho dentro da área, e Santos precisou trabalhar em cabeçada forte de MacAllister. A etapa terminou com 12 finalizações do Boca Juniors, oito no alvo, e apenas duas do Furacão, ambas para fora.

O gol do Boca Juniors saiu naturalmente. Andrada mandou para a frente, ninguém do Athletico conseguiu cortar, e Ábila fez uma boa jogada, dominando para tirar da marcação, antes de encher a perna para superar Santos. Marco Rubén respondeu pouco depois, com um chute de fora da área, bem defendido pelo goleiro do Boca Juniors.

Ábila, o centroavante que às vezes realmente não quer finalizar, dominou uma bola dentro da área e mais uma vez preferiu rolar ao companheiro. Zárate se embananou todo e não conseguiu fazer o gol. Nem o Athletico Paranaense, que continuou tentando, mas caiu nas mãos experientes do Boca Juniors que apenas administrou o restante da partida e ainda conseguiu ampliar o placar, no último minuto, com Salvio, antes de chegar às quartas de final.

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