Se na semana passada o Boca Juniors se notabilizou por ser uma equipe que desarma muito, com 26 ao todo, nesta quarta-feira foi ainda melhor no fundamento, roubando 32 bolas contra 21 do time chileno. Walter Erviti, com nove desarmes, se destacou.

Nos passes, o tim xeneize não foi tão bem quanto na semana passada. O aproveitamento caiu de 88% para 81%. Fruto da pressão dos chilenos, que acertaram 88% dos passes e até giraram bem a bola. Eugenio Mena, lateral esquerdo, participou com 51 passes, com o time chileno tendo um aproveitamento de 88%. Nesse ponto, os números se inverteram, talvez pela pressão exercida pelos donos da casa.

A pressão, porém, teve uma consequência séria: os espaços para os contra-ataques eram muito grandes, e Riquelme esteve livre durante boa parte do jogo, acionando Pablo Mouche, que perdeu pelo menos quatro grandes chances na cara de Jhonny Herrera e ainda saiu fazendo cara feia.

Outro destaque xeneize foi o goleiro Agustín Orión, que fez seis boas defesas e contou com a sorte nas duas bolas na trave de La U. Foi com essa combinação de marcação forte, contra-ataque rápido e sorte que o Boca Juniors contou para chegar à sua décima final de Libertadores. E os xeneizes tentarão repetir a fórmula contra o Corinthians.