Enfrentar o Burnley no Turf Moor é um dos difíceis desafios da Premier League. Os donos da casa impõem-se muito bem fisicamente e levam perigo com bolas longas para a perigosa dupla de ataque formada pro Ashley Barnes e Chris Wood. Mas nada como um pouco de sorte para adiantar o processo. Um gol fortuito de Trent Alexander-Arnold abriu o placar para o Liverpool, que deslanchou para ganhar por 3 a 1 e bater o seu recorde de vitórias consecutivas pela elite do Campeonato Inglês: 13.

A sequência pega as nove rodadas finais da temporada passada e supera os 12 triunfos seguidos da equipe de Kenny Dalglish, em 1990. E o fato de que nem o time de Dalglish e nem o de Bob Paisley, quando o Liverpool conquistava o título quase todos os anos, e nem o de Bill Shankly, responsável pela ressureição do clube, terem conseguido uma regularidade tão grande apenas aumenta o feito dos homens de Jürgen Klopp, líderes da Premier League à altura da primeira pausa internacional com 12 pontos.

O jogo começou travado até Alexander-Arnold, aos 33 minutos, tentar um cruzamento que desviou nas costas de Wood e pegou a trajetória do ângulo de Nick Pope. Logo na sequência, Mee errou um passe no meio-campo e deu a posse de bola de presente para Roberto Firmino. O atacante brasileiro puxou pelo meio, com três marcadores em volta, e deixou na medida para Mané bater de primeira e ampliar.

Com 2 a 0 no placar, o Liverpool não sofreu no segundo tempo e ainda conseguiu ampliar, a dez minutos do fim, com Roberto Firmino, que começou a jogada no meio-campo e disparou para pegar o rebote das tentativas de drible de Salah, da entrada da área. Foi seu 50º gol pela Premier League, o primeiro brasileiro a alcançar meia centena – com a exceção de Diego Costa, futebolisticamente espanhol.