Tigres e Pachuca começaram a decidir na noite desta terça a Concachampions. O Estádio Universitario, conhecido como El Volcán, esteve abarrotado de torcedores felinos, que ofereceram seu apoio incondicional. O Tigres fez as honras da casa e foi melhor durante boa parte do primeiro jogo da final. No entanto, o Pachuca saiu de campo bem mais satisfeito com o empate por 1 a 1, que dá certa tranquilidade para o reencontro em Hidalgo. E o grande protagonista da noite foi o goleiro Alfonso Blanco, pelo bem e pelo mal. O camisa 13 falhou miseravelmente para permitir o empate dos anfitriões, mas evitou a virada, pegando um pênalti.

Blanco, de 29 anos, possui uma missão nada fácil na meta do Pachuca. O arqueiro rodado e com pouca experiência na primeira divisão substitui Óscar “Conejo” Pérez, ídolo dos Tuzos e herói na última conquista nacional do clube. O veterano de 44 anos, contudo, vem sendo preterido na Concachampions por seu reserva. Que, ao menos nesta terça, fez seus torcedores questionarem se a opção do técnico Diego Alonso é mesmo válida em um confronto tão importante.

O Pachuca precisou de apenas três minutos para abrir o placar no Estádio Universitario, em cobrança de falta de Raúl López que desviou na barreira e enganou Nahuel Guzmán. Entretanto, logo o Tigres passou a dominar o jogo, mostrando muita força ofensiva. E o empate saiu aos 32, com grande colaboração de Blanco. O arqueiro soltou uma bola fácil na pequena área e permitiu que Ismael Sosa fuzilasse. Já no segundo tempo, embora os Tuzos tenham equilibrado um pouco mais o duelo, as melhores oportunidades foram dos felinos. André-Pierre Gignac errou o alvo de frente para o gol. Já aos 22, Eduardo Vargas teve a chance de virar em cobrança de pênalti. Parou na redenção de Blanco, saltando no canto para espalmar o chute. No final, Guzmán ainda apareceu para evitar o segundo dos visitantes.

Neste momento, a fase do Tigres é melhor. A equipe de Tuca Ferretti se recuperou no Campeonato Mexicano durante as últimas semanas e briga pela classificação. Já o Pachuca vem em queda, com apenas uma vitória nos últimos oito jogos – justamente a que valeu a vaga na final. No reencontro em Hidalgo, ao menos, os Tuzos têm a chance de jogar o ano em 90 minutos. Resta saber se Alonso respeitará a história de Pérez, que encerrará a carreira ao final do semestre, ou confiará em Blanco, elogiado pelo treinador e visto como o substituto natural do veterano.