O Birmingham City perdeu nove pontos como punição por violação de regulamentação financeira, uma espécie de Fair Play Financeiro da English Football League (EFL). O clube atribuiu os problemas a gastos excessivos com a contratação de dois técnicos, Gianfranco Zola e Harry Redknapp, e suas contratações de jogadores, aumentando a folha salarial de forma incontrolável. Com a perda de pontos, o clube fica cinco pontos acima da zona de rebaixamento da Championship, a segunda divisão inglesa.

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As regras estabelecem que se os clubes excederem £ 39 milhões de prejuízo em um período de três anos, é punido pela EFL com a perda de até 12 pontos. A punição do Birmingham foi decidida por uma comissão disciplinar independente e é relativa a três temporadas a partir e 2016/17. O clube se declarou culpado e tem 14 dias para recorrer, mas é improvável que faça isso.

Com a perda dos nove pontos, o Birmingham passa de 13º a 18º na tabela. O time ainda tem oito jogos restantes na temporada. “As regras de rentabilidade e sustentabilidade, alinhadas com as da Premier League, entraram em vigor em 2015/16”, afirmou um porta-voz da EFL ao Guardian.

“A temporada 2017/18 foi o final do primeiro relatório completo e o Birmingham City foi o único clube que infringiu esses requerimentos, quando incorreu em perdas ajustadas de £ 48,787 milhões, £ 9,787 milhões a mais do que as perdas permitidas”, disse ainda o representante da liga. “A comissão disciplinar tem a oportunidade de considerar todos os fatores para alcançar sua determinação, incluindo a mitigação do clube”.

O prejuízo do Birmingham cresceu ao longo de três temporadas, de £ 1,982 milhão em 2015/16 para £ 12,944 milhões na temporada seguinte e então £ 33,861 milhões em 2017/18. O clube atribui largamente isso ao custo de demitir e apontar os técnicos Gianfranco Zola e Harry Redknapp e contratações feitas em 2017.

O Birmingham afirmou que em janeiro de 2017, Gianfranco Zola contratou quatro jogadores por £ 7,45 milhões e no verão seguinte Harry Redknapp trouxe 14 jogadores em um custo £ 22,45 milhões em 2017/18. O controle financeiro da EFL disse que os salários do Birmingham chegaram a 195% da receita em 2017/18. “É claro que as decisões de gastos tomadas pelo clube em 2017 no recrutamento de gerentes e jogadores foram tomadas sem levar em conta as restrições impostas”, diz o relatório da comissão da EFL.

“Os técnicos gastaram demais em valores de transferências e empréstimos, luvas e salários de jogadores, não considerando adequadamente as regras ou a situação financeira do clube de maneira geral”, disse, inicialmente, o Birmingham à comissão da EFL. O chefe executivo Xuandong Ren, disse em seu depoimento sobre o caso: “Nós devemos garantir que não contrataríamos nenhum novo jogador e fazer isso nos faria quebrar as regras ou criar um sério risco de quebra-las. Nós falhamos em fazer isso. O clube aceita a responsabilidade pelo erro e pela infração”.

Segundo Ren, o dono do Birmingham, Paul Suen, aceitou orçamentos de transferências de £ 10 milhões para Zola e £ 22 milhões para Redknapp, sem controle de salários para os jogadores. O Birmingham afirmou que se arrepende profundamente das infrações e eles deram passos para evitar que isso se repita. O clube também afirmou que eles não estão tentando conseguir uma vantagem competitivo. O Birmingham passou por cima de um embargo de transferências para trazer Kristian Pedersen por £ 2 milhões, mas não foi tratado como um fator agravante.

“O clube tomou medidas para assegurar que os futuros gastos estão dentro do aceitável e desde agosto nós aderimos ao plano de negócios da EFL, que impuseram restrições de transferências sobre nós”, diz um comunicado do clube inglês. “Quando o dono do clube assumiu, o Birmingham City Football Club estava em uma situação terrível e o investimento foi crítico em muitos aspectos dos negócios, incluindo o time titular, o time feminino, categorias de base e infraestrutura”, afirma o comunicado. “Então, como agora, as decisões dos donos e da diretoria foram tomadas com o melhor interesse do clube no coração e uma determinação de interromper o ciclo de declínio e estagnação, com a intenção de empurrar para cumprir nossas ambições e dos nossos torcedores”.