Demorou um pouco para pegar no tranco. A Bélgica teve muito volume de jogo desde os minutos iniciais, mas teve dificuldades para abrir o placar no primeiro tempo – e até mesmo um pouco para construir situações claras para finalizar. Depois do intervalo, no entanto, a partir do gol de Martens, uma das equipes mais badaladas da Copa do Mundo de 2018 deslanchou e venceu confortavelmente em Sochi, por 3 a 0.

Massacre

Os primeiros 15 minutos foram um massacre da Bélgica. Além de ficar com a bola, os europeus chegaram à área panamenha com muita facilidade e criaram situações de perigo. Cruzamentos cortados por centímetros e finalizações para fora. Martens exigiu uma grande defesa de Penedo, e Román Torres quase entregou o ouro. Tentou um recuo para Penedo, mas acabou passando fraco demais. Hazard interceptou e, de chapa, acertou a rede pelo lado de fora. O Panamá eventualmente conseguiu igualar um pouco as ações. Mas os belgas seguiram perigosos. Em duas jogadas de escanteio ensaiadas, Mertens e De Bruyne bateram para fora. E o cruzamento do meia do Manchester City não encontrou Lukaku na segunda trave apenas por causa de um corte providencial de Torres.

O problema é abrir a porteira

Apesar de um volume de jogo intenso, a Bélgica não criou muitas chances de gol claras. A única defesa difícil havia sido a já citada. Tem sido um problema constante nesta Copa do Mundo – e, evidentemente, no futebol como geral – colocar aquela primeira bolinha na rede. Coube a Martens essa missão. O atacante pegou a sobra no bico da grande área e acertou um chutaço em diagonal para fazer 1 a 0. E, uma vez aberta a porteira, os bois passaram. 

Como joga bola Kevin de Bruyne

Kevin de Bruyne havia sido um dos melhores jogadores da temporada europeia, líder da orquestra do Manchester City na Premier League. Impressionante como ele sabe jogar bola. Aos 24 minutos do segundo tempo, fez uma bela jogada e colocou a bola na cabeça de Lukaku. Recebeu na entrada da área, fez a finta e trouxe para a perna esquerda. No entanto, cruzou de Trivela para o jogador do Manchester United completar para as redes. Lukaku também marcou o terceiro, em contra-ataque, com passe perfeito de Hazard. Deu um toquinho por cima de Penedo. 

Variação tática

O esquema favorito de Martínez na seleção belga é o 3-4-3, uma maneira de aproveitar a qualidade dos seus zagueiros (quando Kompany e Vermaelen não estiveram machucados e puderem acompanhar Vertonghen e Alderweireld). Mas, há uma variação para a linha e quatro na defesa, com Meunier recuando da ala para a lateral. Vertonghen abre na lateral esquerda, e Carrasco, peça importante pela esquerda, fica com menos responsabilidades defensivas. Foi uma mudança que apareceu algumas vezes contra o Panamá, com bons resultados.

Ficha técnica

Bélgica 3 x 0 Panamá

Estádio: Estádio Fisht, em Sochi (RUS)
Árbitro: Janny Sikazwe (Zâmbia)
Gols: Mertens, aos 2’/2T; Lukaku, aos 24’/2T e aos 30’/2T (BEL)
Cartões amarelos: Meunier, Vertonghen e De Bruyne (BEL); Davis, Bárcenas, Cooper, Murillo e Godoy (PAN)

Bélgica: Courtois; Alternierend, Boyata e Vertonghen; Meunier, Witsel (Chadli), De Bruyne e Carrasco (Dembélé); Mertens (Thorgan Hazard), Hazard e Lukaku. Técnico: Roberto Martínez

Panamá: Jaime Penedo; Michael Murillo, Román Torres, Fidel Escobar e Eric Davis; Gabriel Gómez, Armando Cooper, Aníbal Godoy, Edgar Bárcenas (Gabriel Torres) e Jose Luis Rodrigues (Ismael Diaz); Blas Pérez (Luis Tejada). Técnico: Hernán Darío Gómez. 


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