Mais de 30 pessoas morreram, apenas na última semana, em massacres a tiros nos Estados Unidos. Começou na segunda-feira, na Califórnia, com quatro mortos. El Paso, no Texas, perdeu 20 dos seus filhos em um Walmart, no último sábado. Horas depois, mais nove pessoas morreram em um novo ataque, em Dayton, Ohio. Os EUA registram 250 tiroteios em massa. Desde janeiro. Apenas este ano. E Alejandro Bedoya não aguenta mais.

O jogador  americano de 32 anos abriu o placar para o Philadelphia Union contra o DC United, aos três minutos, e aproveitou que estava em Washington, muito perto do centro do poder americano, para enviar uma mensagem de basta. Correu em direção a um microfone e gritou. “Congresso, faça alguma coisa, agora. Acabe com a violência armada”.

Pelo Twitter, a presidente da Casa dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, cobrou que os senadores republicanos colaborem para “colocar um fim ao horror e ao derramamento de sangue que a violência armada infligem aos Estados Unidos todos os dias”. O líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, chamou os dois atos violentos de “horríveis” e manifestou apoio aos agentes de segurança pública para “manter os americanos seguros e buscar a Justiça”.

A partida pela Major League Soccer terminou 5 a 1 para o Philadelphia Union.