Ali naqueles meados dos anos 80, no auge do aporte financeiro da Bayer, o Uerdingen viveu os melhores dias de sua história. Campeão da copa nacional, terceiro colocado na Bundesliga, semifinalista europeu e com jogadores na seleção, parecia mais credenciado a figurar como nova potência do que o “coirmão” Leverkusen. As previsões, porém, não se confirmaram, e o clube mergulhou numa profunda crise após a retirada da empresa. Mas seu período de glória, antes de ser eclipsado pelos Aspirinas, merece ser relembrado em Azarões Eternos.

Os primeiros passos

Fundado em 1905 como Fußball-Club Uerdingen 05 na cidade de mesmo nome (pouco tempo depois incorporada como distrito à cidade de Krefeld), o clube passou por diversas fusões antes daquela que marcaria sua existência, em 1953, quando se uniu ao Werkssportgruppen Bayer AG Uerdingen, clube dos funcionários da fábrica química da Bayer sediada em Krefeld. Com o aporte financeiro da empresa, foi rebatizado como FC Bayer 05 Uerdingen e passou a crescer dentro das divisões locais amadoras do futebol alemão-ocidental.

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Em 1971, o time subiu para a Regionalliga West (na época, um dos grupos da segunda divisão regionalizada) e quatro anos depois, conquistava um histórico acesso à Bundesliga. A primeira passagem pela elite foi meteórica e durou apenas a temporada 1975/76, mas o clube retornaria em 1979 para mais dois anos na máxima categoria. Naquele ano, o outro clube bancado pela Bayer, o Leverkusen, também subiria para fazer sua estreia na primeira divisão.

O terceiro retorno à elite, que iniciaria o maior período do clube na categoria superior, viria em 1983 pelas mãos do técnico Werner Biskup, após superar o Schalke 04 no playoff interdivisional, mandando os Azuis Reais para a segundona com uma vitória (3 a 1) e um empate (1 a 1). Pouco depois do acesso, no entanto, o técnico cedeu seu posto a Friedhelm “Timo” Konietzka, ex-atacante do Borussia Dortmund e do 1860 Munique nos anos 60. Com ele, o time chegou a bater o futuro campeão Stuttgart, mas acabou a campanha num discreto décimo lugar.

O começo da revolução

Para a temporada 1984/85, uma mudança no comando: Friedhelm Konietzka deu lugar a Karl-Heinz “Kalli” Feldkamp, ex-técnico do Kaiserslautern e do Borussia Dortmund, entre outros. Com ele, o time ganhou em competitividade: chegou a ocupar o quarto lugar na metade da campanha e o quinto na rodada anterior à final da Copa da Alemanha Ocidental, mas acabou perdendo seus três últimos jogos e caiu para o sétimo lugar – ainda sim, uma ótima colocação, respeitável para um time sem muito crédito dentre os prognósticos de início de temporada.

Para completar o bom momento, o Bayer Uerdingen também aprontaria na copa nacional. Uma tranquila goleada de 6 a 1 fora de casa sobre o Oldenburg, da terceira divisão (Oberliga), iniciou uma grande campanha. Em seguida, foi a vez de despachar o primeiro adversário de elite, o Fortuna Düsseldorf, batido por 2 a 1 em casa. Nas oitavas, outro adversário da terceirona, o Geislingen, foi derrotado por 2 a 0 fora de casa.

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Nas quartas de final, disputadas já em março de 1985, a forte equipe do Werder Bremen, que também brigava pelo título da Bundesliga, representava o grande teste até ali na competição. Mas, empurrado pela torcida que lotou o Grotenburg, o Uerdingen virou para 2 a 1 o jogo que foi para o intervalo em desvantagem e avançou às semifinais. Agora, o oponente era o Saarbrücken, postulante ao acesso na 2.Bundesliga, derrotado em seu próprio campo por 1 a 0.

Enfrentar toda essa trajetória e chegar à decisão já teria sido um feito histórico para o Uerdingen. Até porque o clube entrava como zebra na final diante do Bayern de Munique, o qual, naquele momento, praticamente já havia assegurado o título da Bundesliga e sonhava com a dobradinha. Para isso, o time dirigido pelo experiente Udo Lattek contava com nomes de peso como Löthar Matthäus, Klaus Augenthaler, Wolfgang Dremmler, Dieter Hoeness – todos com carreira extensa na seleção alemã – além do meia dinamarquês Soren Lerby.

Os bávaros marcaram logo aos oito minutos, quando Dieter Hoeness recebeu perto da área, tirou seu marcador com um drible de corpo e bateu cruzado, no canto do goleiro Werner Vollack. Mas o Uerdingen reagiu e empatou logo após a saída de bola: o ala Werner Buttgereit recebeu lançamento na esquerda e cruzou para a área. A defesa do Bayern afastou mal e a bola sobrou para o meia Horst Feilzer empatar num voleio.

O Bayern partiu para o ataque, mas o Uerdingen ameaçava com mais perigo nos contragolpes e chegou a ter um gol anulado por impedimento duvidoso. Na etapa final, Dremmler foi expulso por uma entrada dura logo aos três minutos e o jogo ficou ainda mais em aberto. Aos 22, uma triangulação ofensiva do Uerdingen na intermediária adversária encontrou Wolfgang Schäfer entrando sozinho na área. Ele recebeu e tocou tirando do goleiro Raimond Aumann para marcar o gol da virada e do único título da história do clube.

O principal nome daquela equipe era o capitão Matthias Herget, líbero clássico, de futebol técnico e criativo, à moda Beckenbauer. Era na época um nome frequente na seleção alemã, pela qual havia estreado em outubro de 1983: disputou ao todo 39 partidas pela Nationalelf, participando da Copa do Mundo de 1986 (depois de ter sido titular nas Eliminatórias) e da Eurocopa de 1988 (na qual disputou todas as partidas do torneio sediado na Alemanha Ocidental).

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Outros pontos de referência eram os irmãos Wolfgang e Friedhelm Funkel, zagueiro e ponta de lança, respectivamente. O primeiro, mais jovem, havia chegado ao clube em 1984, vindo do Rot-Weiß Oberhausen. Era bom nas bolas aéreas, o cobrador de pênaltis do time e também teve passagem pela seleção, em duas partidas às vésperas da Copa de 1986. Já o segundo, que atuava na ligação entre o meio e o ataque, tivera uma primeira passagem pelo clube entre 1973 e 1980, saindo para atuar por três anos no Kaiserslautern antes de retornar em 1983.

Para a temporada 1985/86, o elenco foi reforçado com outro nome experiente, o do volante Rudi Bommer, ex-jogador do Fortuna Düsseldorf que havia sido convocado para a Eurocopa de 1984 com a Nationalelf. Jogador dinâmico, que atuava mais pelo lado direito do meio-campo, apoiava bem o ataque e também fazia a cobertura daquele setor nas subidas do lateral.

Eram estes os quatro nomes que ponteavam um elenco bastante homogêneo em todos os setores, sem estrelismos e ao mesmo tempo versátil, com jogadores capazes de desempenhar diferentes funções, o que permitia ao técnico Karl-Heinz “Kalli” Feldkamp armar a equipe com dois ou três defensores à frente de Herget, povoar o meio-campo com três, quatro ou cinco jogadores ou escolher entre um ou dois homens de frente.

No gol, o dono da camisa 1 era Werner Vollack, trazido do Stuttgart Kickers em 1982 e titular da equipe desde a campanha do acesso. Já para a defesa, além de Herget e Wolfgang Funkel, havia ainda o versátil Karl-Heinz Wöhrlin e o jovem Michael Dämgen, recém-chegado do Freiburg, além do ala-esquerda Werner Buttgereit, ótimo no apoio, e do reserva Norbert Brinkmann.

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No meio, além de Bommer e Friedhelm Funkel, as principais opções eram os armadores Dietmar Klinger e Horst Feilzer, mais o experiente Franz Raschid, 31 anos, no clube desde 1974. Já para o ataque, havia a dupla islandesa formada pelo goleador Larus Gudmundsson e por Atli Edvaldsson, trazido do Fortuna Düsseldorf para aquela temporada. O raçudo Wolfgang Schäfer, antigo titular, e o experiente Peter Loontiens também eram peças bastante utilizadas.

A campanha na liga: de oscilação à arrancada final

A primeira vitória na nova temporada veio logo na rodada de abertura da Bundesliga, em 10 de agosto, e diante do mesmo adversário do último triunfo: o 1 a 0 sobre o Bayern de Munique com um gol contra do zagueiro Winklhofer foi um bom pontapé inicial para a campanha. Porém, o que se viu naquela primeira metade do campeonato foi uma sequência muito irregular de resultados, agravada por algumas goleadas sofridas.

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Daquele início de temporada até a pausa de inverno, em meados de dezembro, o time sofreu pesadas derrotas em casa para o Stuttgart na terceira rodada (4 a 1), para o Hamburgo na 11ª (3 a 0) e ainda nas visitas ao Kaiserslautern em setembro (5 a 1), Borussia Dortmund em outubro (5 a 2), Werder Bremen em novembro (6 a 1) e Bayern de Munique em dezembro (5 a 1). Um raro resultado positivo acima da média foi a vitória de virada por 3 a 2 sobre a forte equipe do Colônia, arrancada nos minutos finais em Grotenburg, no dia 2 de novembro.

O clube foi para a pausa exatamente no meio da tabela, em nono lugar, tendo somado metade dos pontos que disputou (19, em 19 jogos), mas com um assustador saldo de 17 gols negativos. Feitos os ajustes defensivos urgentes, o time retornou à disputa em 25 de janeiro com uma boa vitória por 2 a 0 sobre o Stuttgart em pleno Neckarstadion. Depois de bater o Bochum em casa por 3 a 2, a equipe teve uma recaída e perdeu na visita ao Schalke (2 a 0).

Mas seria a única derrota naquela metade da competição. Os três jogos a seguir seriam gostosas revanches contra times que haviam goleado o Uerdingen no primeiro turno. Primeiro foi a vez do Borussia Dortmund, vencido por 2 a 0 em casa. Depois, o time visitou o Volksparkstadion e aplicou 4 a 1 no Hamburgo. Então, superaria Kaiserslautern, derrotado por 3 a 1 em casa. A sequência ainda permitiu uma quarta vitória: 2 a 1 no “dérbi da Bayer” contra o Leverkusen – com quem o Uerdingen já havia arrancado um empate em 2 a 2 fora de casa no primeiro turno.

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Após um bom empate na visita ao Colônia (1 a 1), o time seguiu vencendo: bateu o Saarbrücken fora (2 a 1), desbancou o líder Werder Bremen em casa (1 a 0, num resultado muito festejado pelo perseguidor Bayern de Munique) e goleou o Nürnberg (6 a 2), antes de empatar pela última vez naquela campanha, diante do Hannover 96 na casa do adversário (1 a 1), num jogo adiado. Na penúltima rodada, o time deu um passo decisivo para abocanhar o terceiro posto ao bater o rival direto Borussia Mönchengladbach dentro do Bökelbergstadion por 2 a 1.

Dois dias depois, o time aproveitaria outro jogo adiado para derrotar o Eintracht Frankfurt em casa por 1 a 0 com gol de Gudmundsson e assumir de vez a terceira posição – além de enfim zerar seu saldo de gols. A confirmação da “medalha de bronze” viria na rodada final, em 26 de abril, ao golear sem dificuldades o Fortuna Düsseldorf por 5 a 2, para a festa dos torcedores que lotaram o estádio de Grotenburg. A arrancada a partir de janeiro, com 12 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, havia sido decisiva para garantir um lugar no pódio da liga.

Brilhando também na Europa

Mas havia outros motivos para celebrar. Além de obter a melhor colocação na Bundesliga em sua história, o Uerdingen também empreendeu naquela temporada uma inesquecível campanha europeia, em sua estreia nas competições continentais. Jogando a Recopa, a trajetória começou ao despachar com muita facilidade o modesto Zurrieq, de Malta, na primeira rodada. Fez 3 a 0 fora de casa e 9 a 0 jogando no Grotenburg, mesmo poupando vários titulares.

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O Galatasaray, adversário na etapa seguinte, era bem mais respeitável, mas também caiu com um 2 a 0 para o Uerdingen em Krefeld e um 1 a 1 em Istambul. Mas nada seria tão marcante quanto o confronto das quartas de final com os vizinhos alemães-orientais do Dynamo Dresden. Os saxões contavam com um time forte, reunindo vários jogadores da seleção que deu calor na França de Platini nas Eliminatórias para a Copa de 86 e ficou a um ponto do Mundial, entre eles dois que mais tarde se destacariam do lado ocidental: Ulf Kirsten e Matthias Sammer.

Na partida de ida, o Dynamo se impôs e venceu por 2 a 0 em Dresden. E a vantagem aumentaria ainda mais no primeiro tempo da partida de volta quando Ralf Minge abriu o placar com um minuto de jogo e, depois do empate com Wolfgang Funkel, Frank Lippmann e um gol contra de Rudi Bommer ampliaram para 3 a 1. O peso de sair para o intervalo já com uma desvantagem de quatro gols, tendo sofrido três em casa, já levara alguns torcedores do Uerdingen a deixarem o estádio. Os que ficaram assistiram a uma das reviravoltas mais épicas do futebol europeu.

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O Dynamo, que já havia perdido por lesão o meia Matthias Sammer no primeiro tempo (trocado por outra promessa do futebol do leste, Torsten Gütschow), voltou para o segundo tempo com o goleiro reserva Jens Ramme, já que o titular Bernd Jakubowski sentira o ombro após um choque e fora substituído por precaução (a vantagem, acreditavam os orientais, era confortável). O placar daquele primeiro tempo, no entanto, era algo injusto com o Uerdingen, uma vez que a equipe da casa dominara as ações e tivera duas chances salvas em cima da linha.

Até que aos 13 minutos da etapa final, Friedhelm Funkel foi deslocado na área e o árbitro marcou pênalti. Seu irmão Wolfgang cobrou e converteu para descontar e iniciar a reação. Cinco minutos depois, Matthias Herget cobrou falta na quina da área, a bola explodiu no rosto do atacante Ralf Minge, do Dynamo, e tomou o rumo das próprias redes. Era o empate e a deixa para incendiar de vez o estádio Grotenburg. Sufocado, o Dynamo tentava se desafogar bloqueando dentro da área e buscando a ligação rápida em contra-ataques, mas não conseguia reter a bola.

Dois minutos mais tarde, Wolfgang Schäfer foi lançado nas costas da defesa e deu um leve toque por cima do goleiro. A defesa ainda tentou tirar, mas o gol foi validado. Faltavam 25 minutos de jogo e dois gols para o milagre. O quinto gol, no entanto, demorou o que pareceu uma eternidade para sair. Só veio aos 33, quando o meia Dietmar Klinger veio carregando a bola desde o próprio campo e disparou um chute de fora da área queimando a grama. 5 a 3.

Dois minutos depois, veio a chance do gol da classificação: após uma cobrança de lateral para a área, Schäfer cabeceou para o gol, mas um defensor tirou em cima da linha com a mão. Pênalti marcado e convertido novamente por Wolfgang Funkel. Agora atrás no marcador agregado, o Dynamo teve de se lançar ao ataque e assustou em dois lances: o primeiro num chute quase de voleio de Jorg Stübner defendido por Werner Vollack, e o segundo numa finalização à queima-roupa de Ralf Minge salva num milagre pelo goleiro do Uerdingen.

A três minutos do fim, viria o golpe de misericórdia, quando Schäfer roubou uma bola na própria intermediária e arrancou sozinho até a área adversária. Na saída do goleiro Ramme, ele chutou, a bola bateu nas pernas do arqueiro e voltou para ele, que não teve trabalho de tocar para o gol vazio. Era o sétimo gol do Uerdingen, o sexto do time naqueles 45 minutos finais, confirmando a passagem às semifinais da Recopa numa virada absolutamente inacreditável.

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A grande campanha europeia terminaria, porém, na fase seguinte, diante do Atlético de Madrid. Na ida, o Uerdingen vendeu caro a derrota por 1 a 0 no Vicente Calderón, gol de Julio Prieto. Mas na volta, acabou surpreendido com dois gols colchoneros logo na primeira etapa e até tentou reagir, mas não pôde empreender outra virada milagrosa e perdeu por 3 a 2. Os espanhóis então passaram à final, na qual foram derrotados pelo Dinamo Kiev por 3 a 0 em Lyon.

Na temporada seguinte, o clube voltaria pela segunda e última vez a um torneio continental, desta vez a Copa da Uefa, mas depois de deixar pelo caminho outro alemão-oriental, o Carl Zeiss Jena (vencido facilmente por 3 a 0 em Krefeld e 4 a 0 fora), e o Widzew Lodz (0 a 0 fora, 2 a 0 em casa), o time acabou novamente eliminado por um espanhol, no caso o Barcelona, que – como o Atlético no ano anterior – venceu os dois jogos, ambos por 2 a 0.

A equipe, naquela temporada, havia recebido alguns nomes jovens que se tornariam conhecidos no futebol alemão e internacional, como o meia Marcel Witeczek (que mais tarde defenderia o Bayern), o atacante Stefan Kuntz (vindo do Bochum) e um centroavante vindo das categorias de base chamado Oliver Bierhoff. Infelizmente para os torcedores, aquela também seria a última vez em que o clube terminaria na metade de cima da classificação da Bundesliga (oitavo lugar) e também a última temporada do treinador “Kalli” Feldkamp no comando da equipe.

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As colocações cairiam a cada ano até o rebaixamento, em 1991, encerrando o ciclo mais longo do clube na elite do futebol alemão. O Bayer Uerdingen voltaria para mais três presenças na primeira divisão nas temporadas 1992/93, 1994/95 e 1995/96. Entre essas duas últimas, sofreria seu maior abalo, quando a empresa química retirou seu financiamento ao departamento de futebol do clube, que acabou rebatizado como Krefelder Fußball-Club Uerdingen 05, deixando dúvidas sobre o futuro da equipe.

A derrocada foi implacável: rebaixado para a 2.Bundesliga em 1996, o clube desceu à Regionalliga (terceira divisão) ainda em 1999, chegando à sexta categoria (Verbandsliga Niederrhein) após uma reestruturação do campeonato em 2008, antes de começar a escalar novamente as divisões até a atual 3.Liga, na qual vem fazendo boa campanha, tentando se colocar novamente – e agora desvinculado de empresas – entre os grandes do futebol alemão.

Quinzenalmente, o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas. Para visualizar o arquivo, clique aqui.

Confira o trabalho de Emmanuel do Valle também no Flamengo Alternativo e no It’s A Goal.