Uma conversa sobre futebol foi o que bastou para convencer Lionel Messi a voltar a defender a seleção argentina, disse o condutor do papo, o novo técnico Edgardo Bauza. Sua primeira missão no cargo foi viajar a Barcelona para tentar reverter a incomoda situação de ter o melhor jogador do mundo no seu time e não poder contar com ele.

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Conseguiu. Messi está convocado para as partidas contra Venezuela e Uruguai, na primeira semana de setembro, e Bauza contou ao jornal La Nación os detalhes da conversa que fez o jogador voltar atrás.

“Eu não fui convencê-lo. Fui falar de futebol. E, em dez minutos, engatamos a conversa e foram quase duas horas falando de futebol. Saiu naturalmente que ele estaria na lista. Ele se incluía enquanto falava, se envolvia nas suas explicações. Eu disse que tem 100 idiotas na Argentina, que falam e criticam, mas contei que muitos gostam dele. Se ele se preocupar com os 100 idiotas que o criticam e o comparam, ele vai ficar louco.

Achei saudável quando ele disse ‘e agora, o que eu falo?’ Como se estivesse com vergonha. ‘Tenho que voltar atrás’, insistia. Disse que não tinha que dizer nada, que eu o convocaria e pronto. Depois, saiu aquele comunicado, que me pareceu muito natural, no qual ele fala do seu desejo e da sua vontade de estar na seleção e ganhar algo com a seleção.

Nos primeiros dez minutos, ele me estudou, mas depois foi um papo muito boleiro e muito natural. Em meia-hora, já me senti muito confortável, porque, quando você se senta com pessoas desse nível, às vezes se trava e não consegue retomar, mas não foi assim, estive muito tranquilo.

Disse o que pensava e eles (Mascherano também estava presente) valorizaram muito o grupo. Disseram-me que é extraordinário: ‘Você verá, Patón. Quando estamos trabalhando, não terá problema com ninguém. Todos eles se adaptam, todos querem jogar, todos se matam pela seleção’, em disseram.