Para quem se lembra do futebol nos anos 1990, certamente Gabriel Batistuta está entre as memórias mais afetivas. Afinal, o argentino não foi apenas um ícone de sua geração na seleção, como também um dos melhores centroavantes do planeta. O craque unia técnica e um faro de gol impressionante, marcando época principalmente na Serie A, onde defendeu a Fiorentina e a Roma. No entanto, os mais de 300 gols oficiais na carreira foram anotados a custo de muito sacrifico. A ponto de o veterano cogitar amputar as suas pernas.

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Batistuta deu um depoimento emocionado à televisão argentina nesta semana. Aos 45 anos, nove temporadas depois de ter pendurado as chuteiras, o ex-jogador falou sobre as dores que ainda o perseguem e que quase o levaram ao extremo, logo após a sua aposentadoria – acelerada por causa da série de lesões que sofreu.

“Deixei o futebol e, de um dia para o outro, não podia caminhar mais. Eu urinava na cama, mesmo com o banheiro a três metros, porque não queria me levantar. Eram quatro horas da manhã e pensei que ia doer  meu tornozelo se ficasse em pé. Fui até o médico e pedi para ele cortar as minhas pernas. Ele me olhou e me perguntou se estava louco”, afirmou Batistuta, em entrevista à rede de televisão TyC Sports.

Batistuta disse que sua decisão foi inspirada em Oscar Pistorius, campeão paraolímpico de atletismo que usa próteses nas duas pernas: “Eu insistia, não podia mais, vivia mal humorado. Não podia controlar a dor, era impossível transmitir isso as pessoas. Eu vi Pistorius e pensei que aquela era a minha solução. O doutor me disse que não ia me amputar. Ele fixou o tornozelo direito com parafusos. Meu problema é que não tenho cartilagem e tendões, meus 86 quilos são suportados pelos ossos. E o impacto entre eles gerava minha dor”.

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Por causa das lesões, Batistuta sequer podia mais bater bola com os amigos. Só depois do tratamento é que o craque recuperou os movimentos. “A situação foi melhorando, ainda que tenha passado muito tempo. Estou muito melhor há três anos”, afirmou. Além das peladas, o centroavante também passou a jogar golfe.

Sadias, as pernas de Batigol fizeram maravilhas em campo. Não à toa, o argentino foi considerado por Maradona como o melhor atacante com quem atuou. Vale relembrar o seu talento no vídeo abaixo: